Rio de Janeiro, 1 ago (EFE).- O Brasil teve em julho um superávit em sua balança comercial de US$ 3,304 bilhões, valor 1,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado, mas registrou número recorde para um único mês tanto para as exportações como para as importações.

Segundo os números divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o fluxo comercial no mês (soma de importações e exportações) chegou ao recorde de US$ 37,602 bilhões graças às exportações e importações também históricas de US$ 20,453 bilhões e US$ 17,149 bilhões respectivamente.

No acumulado do ano, o superávit comercial ficou em US$ 14,653 bilhões, valor 38,7% inferior ao dos sete primeiros meses do ano passado.

O aumento das exportações a um nível recorde em julho permitiu que o Brasil melhorasse seu saldo comercial no acumulado do ano, já que nos primeiros seis meses de 2008 o superávit (US$ 11,37 bilhões) era em 44,7% inferior ao do primeiro semestre do ano passado (US$ 20,579 bilhões).

O saldo positivo nos sete primeiros meses foi produto de exportações de US$ 111,098 bilhões, com um crescimento de 27,2% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 87,333 bilhões), e importações de US$ 96,445 bilhões, com uma expansão de 52,1% ante às dos sete primeiros meses de 2007 (US$ 63,412 bilhões).

A queda do saldo comercial ao longo do ano é atribuída à depreciação do dólar contra o real, já que a moeda americana caiu esta semana a seu valor mais baixo desde janeiro de 1999, o que reduziu a competitividade das exportações brasileiras e incentivou o aumento das importações.

Segundo as projeções do Banco Central, o superávit da balança comercial, que já tinha caído do recorde de US$ 46,456 bilhões em 2006 para US$ 40.,039 bilhões em 2007, cairá este ano até US$ 25 bilhões.

Os economistas dos bancos privados, por sua parte, calculam que o saldo positivo deve ir a US$ 23 bilhões este ano, ou seja, a metade do registrado em 2006, e que seguirá caindo para US$ 15,2 bilhões em 2009. EFE cm/rr

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