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Bactéria transgênica pode baratear etanol de celulose

Por Deborah Zabarenko WASHINGTON (Reuters) - Bactérias geneticamente modificadas podem baratear a produção industrial do etanol de celulose, disseram pesquisadores na segunda-feira, abrindo as portas para uma melhor exploração de restos agrícolas e florestais.

Reuters |

O etanol de celulose (o tipo de açúcar presente em espigas, bagaços e serragens, por exemplo) é menos poluente que os combustíveis fósseis, mas tem sobre o álcool de milho a vantagem de não usar terra que poderia ser destinada a alimentos.

As bactérias transgênicas fermentam a celulose para produzir etanol de forma mais eficiente, segundo o estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências.

Bactérias naturais também fermentam a celulose, mas o fazem a temperaturas mais baixas, de no máximo 37 graus, o que exige o uso de uma enzima cara, chamada celulase, segundo Lee Lynd, do Dartmouth College, autor do estudo.

A bactéria recém-criada, chamada ALK2, pode fermentar todos os açúcares presentes na biomassa a 50 graus.

A temperaturas mais altas, a fermentação ocorre em apenas 40 por cento do tempo, disse Lynd por telefone.

Além disso, explicou ele, a fermentação natural gera ácidos como subproduto, enquanto no caso das bactérias transgênicas o único produto obtido é o etanol.

Ele explicou que a ALK2 é mais eficiente que os microorganismos atualmente em uso porque rompem simultaneamente todos os cinco açúcares presentes na biomassa da celulose.

'Esse bichinho fermenta tudo e fermenta ao mesmo tempo', disse Lynd.

Em termos de emissão de carbono, o etanol de celulose é considerado neutro, porque o carbono emitido na queima é compensado no cultivo da planta, disse nota assinada por Darthmouth, que também é diretor-científico e co-fundador da empresa Mascoma, voltada para o desenvolvimento da produção de etanol de celulose.

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