Londres, 20 ago (EFE).- A Autoridade Aeroportuária Britânica (BAA, em inglês) terá que vender em prazo prudencial três de seus sete terminais aéreos se a decisão final que a Comissão de Concorrência do Reino Unido tomar em março de 2009 confirmar os resultados provisórios de sua investigação, anunciados hoje.

O BAA deverá vender dois aeroportos de Londres (provavelmente Gatwick e Stansted) e o de Edimburgo ou Glasgow para romper a situação de quase monopólio no Reino Unido, segundo a decisão da Comissão de Concorrência, que é vinculativa e não decisiva, já que agora será aberto um processo de alegações que durará até dezembro.

Embora a Comissão de Concorrência admita que possa haver mudanças até março, o principal responsável pela investigação, Christopher Clarke, afirmou em entrevista coletiva que a mesma leva muito tempo e que as partes já tiveram tempo para exporem suas posições.

A notícia não surpreende nem o setor nem a própria BAA, já que seu presidente, Nigel Rudd, assumiu poucos dias atrás a eventual venda e declarou que vender algum aeroporto não era um "desastre", já que várias companhias mostraram interesse por estes ativos.

Entre estes requisitos que serão impostos pela Comissão de Concorrência, a posição financeira dos compradores ocupará um papel destacado.

Clarke destacou que o fato de todos os aeroportos fazerem parte atualmente de um único relatório financeiro que reduz a concorrência entre eles e afirmou que a BAA comunicou que seus investimentos dependiam do refinanciamento de sua dívida.

A BAA anunciou esta semana o fechamento de um plano para refinanciar sua dívida, de 13,3 bilhões de libras, feito que Clarke chamou de "conquista incrível".

A Comissão de Concorrência justificou sua sentença de hoje no fato de que "há problemas de concorrência" em cada um dos sete aeroportos da BAA, "o que tem conseqüências negativas para passageiros e companhias aéreas".

A propriedade comum dos aeroportos de Edimburgo e Glasgow e a dos três de Londres impede, segundo a Comissão de Concorrência, que concorram entre si, por isto a venda aumentará os incentivos no setor aeroportuário.

O executivo-chefe da BAA, Colin Matthews, adiantou que a BAA apresentará oportunamente alegações nas quais tentará demonstrar os "erros judiciais" da análise de Comissão de Concorrência e o "caráter desproporcional e contraproducente" das soluções que propõe. EFE pdj/wr/fal

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