SÃO PAULO - A administradora dos principais aeroportos britânicos, a British Airports Authority (BAA), entrou na Justiça do Reino Unido para forçar a companhia aérea irlandesa Ryanair a pagar integralmente as taxas de operações no aeroporto de Stansted, em Londres. A companhia tem se recusado a repassar a parte relativa a um aumento nessas taxas promovido pela BAA.

Desde que foi aplicado o reajuste, em abril deste ano, a Ryanair tem pago apenas o valor anterior das taxas. Os 7% de aumento, afirmou em carta à BAA, serão retidos enquanto durar uma revisão judicial do reajuste, pedido por ela. Na ocasião do aumento, outra empresa britânica de baixo custo, a EasyJet, ameaçou reter os valores do reajuste em suas operações no aeroporto de Gatwick, também em Londres.

Num documento entregue na última semana à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês), a Ryanair alega considerar a elevação das taxas em Stansted como precificação excessiva e um abuso da BAA. Segundo a empresa, a administradora se aproveita de sua posição dominante no mercado de Londres e (age) em contrariedade ao interesse do público.

Há poucas semanas, a Ryanair anunciou a redução de suas operações em Stansted durante o inverno, alegando que as altas taxas inviabilizam as operações em momentos de baixa demanda.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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