A B2W, Companhia Global de Varejo, empresa resultante da fusão entre a Americanas.com e Submarino, deverá registrar um lucro líquido de R$ 40,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, segundo a média de cinco casas consultadas pela Agência Estado (Ativa, Bradesco, Deutsche, Fator e Socopa).

No terceiro trimestre do ano passado, a B2W registrou lucro de R$ 26,9 milhões, porém a comparação entre os períodos é afetada em razão dos ajustes da lei 11.638, que passaram a vigorar em 2009. A empresa divulga o resultado nesta quinta-feira, após o fechamento do mercado.

A expectativa do mercado é de que a evolução da receita líquida no terceiro trimestre atinja R$ 955,5 milhões. Isso representa uma evolução de 7,9% em relação ao segundo trimestre, período em que as vendas da companhia foram retomadas após o fraco desempenho apresentado nos três primeiros meses do ano. No terceiro trimestre de 2008, quando as alterações da lei 11.638 não estavam em vigor, a receita líquida totalizou R$ 830,1 milhões.

Segundo os analistas, a geração de caixa, medida pelo Ebitda, no terceiro trimestre deste ano deverá somar R$ 123,7 milhões. No mesmo período do ano passado, sem as alterações da lei 11.638, o Ebitda da B2W somou R$ 129,5 milhões. A projeção das casas para o terceiro trimestre representa uma alta de 12,8% em comparação ao desempenho do segundo trimestre, quando o Ebitda totalizou R$ 109,6 milhões.

Os números do terceiro trimestre deverão serão puxados pela retomada mais consistente da concessão de crédito, pelo retorno da confiança do consumidor, pela manutenção da renda e pelos benefícios da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para máquinas de lavar, geladeiras, fogões e tanquinhos, que vigorou no período. Em relatório a clientes, a Fator Corretora destaca que entre 8% e 10% das vendas da companhia são de produtos contemplados pela renúncia fiscal do governo.

A analista da Ativa Juliana Campos ressalta que o crescimento da receita reflete "a manutenção do apetite do consumidor por bens duráveis, consequência de menores preços para linha branca e maiores prazos de financiamento." Segundo a especialista, no que se refere às despesas operacionais, espera-se uma pressão adicional devido à maior necessidade de gastos com marketing.

O relatório da Fator destacou que, em razão dos efeitos da entrada em vigor do regime de substituição tributária para produtos eletroeletrônicos, a companhia deverá sofrer uma redução de 1,2 ponto porcentual da margem Ebitda no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 14,4%. De acordo com o documento, nem mesmo a redução nos custos, a evolução da eficiência operacional e a redução das despesas de vendas vão compensar a perda na margem bruta ocasionada pela substituição tributária.

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