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Azul também disputará aeroportos

Anunciada há menos de duas semanas, a futura concessão dos aeroportos brasileiros para a iniciativa privada só deve sair do papel no ano que vem, mas já desperta o interesse de companhias aéreas, construtoras e fundos de investimentos. A mais nova empresa a demonstrar apetite pelo setor é a Azul Linhas Aéreas, empresa que vem se preparando para começar a voar nos próximos meses.

Agência Estado |

Ontem, após o batismo do primeiro avião da Azul, executivos da empresa revelaram que há interesse em investir em terminais próprios, a exemplo do que a americana JetBlue, fundada por David Neeleman - presidente do conselho de administração da Azul -, fez na Flórida e em Nova York. "Nos Estados Unidos, a Jet Blue construiu terminais provisórios de passageiros para dar escoamento, já que a capacidade desses aeroportos estava estrangulada", disse o vice-presidente de marketing, Gianfranco Betting.

Esta semana, a TAM também disse ter interesse em investir nessa área. "A TAM Participações, não a TAM Linhas Aéreas, tem interesse, sim, em estudar possíveis investimentos em aeroportos", disse o vice-presidente de planejamento da TAM, Paulo Castello Branco. O executivo lembrou que, nos EUA, a autoridade aeroportuária administra os aeroportos, mas permite que as companhias construam seus próprios terminais de passageiros.

O consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio diz que faz todo o sentido para as companhias aéreas investirem em terminais próprios, pois assim elas ganham independência e mais agilidade na operação. Além disso, no caso americano, elas passam a ter um ativo físico. No Brasil, porém, ele lembra que teria de haver uma mudança no marco regulatório, porque os terrenos dos aeroportos pertencem à União e são administrados pela Infraero.

Uma das empresas que já vinha apostando nesse segmento, e surge como candidata natural às concessões, é a Camargo Corrêa. O grupo criou no ano passado, em parceria com a suíça Unique e a chilena Gestión e Ingeniería IDC, a A-port, especializada na gestão de aeroportos. Já tem oito em carteira e está concluindo negociações para administrar o nono, em Curaçao, no Caribe.

"Temos experiência e estamos interessados em todos os projetos no Brasil, vamos olhar tudo", disse o diretor de novos negócios da Camargo Corrêa Investimentos em Infra-estrutura, Ricardo Bisordi, também membro do conselho de administração da A-port.

Em junho, outra construtora admitiu interesse na gestão de aeroportos. Na época, o vice-presidente financeiro da Norberto Odebrecht, Alvaro Novis, contou que a empresa poderia atuar nesse setor no Brasil. A Odebrecht está formando um consórcio na Europa para concorrer no processo de privatização do aeroporto de Lisboa.

O fundo de investimentos americano Advent também deve ser um sério concorrente às concessões. O fundo comprou recentemente a Aeroportos Dominicanos Siglo S/A (Aerodom), operadora aeroportuária da República Dominicana com atuação na América Latina e no Caribe, e já anunciou seu interesse no mercado brasileiro.

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