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Azul reforça que manterá investimentos mesmo com aperto de crédito

BRASÍLIA - O fundador da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, informou ao governo que investirá cerca de US$ 800 milhões este ano para ampliar sua frota. Disse também que, apesar do mercado de crédito ainda seco, sua empresa já fechou todos os contratos de financiamento para 2009 com o BNDES, e agora está tentando o financiamento que precisará para 2010.

Valor Online |

Ainda sem previsão sobre quando começará a operar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, que ele acredita "será logo", Neeleman disse ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o mercado de aviação potencial no Brasil, que a seu ver teria chances de ser triplicado.

"O mercado de aviação do Brasil é muito baixo (pequeno) para o PIB que o Brasil possui", disse o empresário. Ele citou que cerca de 50 milhões de brasileiros viajam de avião anualmente, "mas acho que deveria ser uns 200 milhões", continuou ele, que admitiu que o preço do bilhete aéreo "é caro" no Brasil.

"Se tivesse 150 milhões de passageiros já seria bom", prosseguiu Neeleman. Ele citou que "há bastante ricos no interior de São Paulo", por exemplo, que em sua avaliação não se utilizam mais de aviões por causa das conexões. A estratégia da Azul é, exatamente, ofertar vôos diretos, mesmo operando apenas de Campinas, como ocorre desde o início das suas operações em meados de dezembro.

A Azul mantém a meta de ter 14 aeronaves da Embraer ainda em 2009, continuou o empresário. Ele prevê que a aviação em geral deve registrar crescimento este ano, mesmo com a crise, "porque há um bom poder aquisitivo" local.

Ele disse não ter tratado sobre crédito com o ministro da Fazenda, porque já obteve do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) o financiamento que precisava para 2009.

"Somos a primeira empresa comprando e usando aeronaves da Embraer dentro do Brasil, o que é uma coisa diferente para o BNDES", comentou o empresário.

Neeleman disse ainda que é bom para os passageiros a competição, que tem levado seus concorrentes a ofertar preços de passagens aéreas até mais baixos do que as tarifas da Azul. "Vamos continuar a fazer promoções", disse. "Vamos encher os aviões". Neeleman afirmou também que "hoje no mercado já há mais viajantes do que dois meses atrás."
(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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