O presidente da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, confirmou que pretende antecipar as operações da empresa, previstas inicialmente para janeiro. A idéia, segundo relato do ministro do Turismo, Luiz Barreto, é antecipar para dezembro o início dessas operações.

Após uma audiência com o ministro do Turismo, Neeleman evitou comentar as rotas de interesse da empresa, alegando tratar-se de "questão de concorrência". Ele observou, no entanto, que os jatos regionais que estão sendo adquiridos pela Azul têm condições de fazer vôos sem escala de até 3 mil quilômetros - o que permitiria fazer vôos em rotas não tradicionais, como Porto Alegre-Salvador e Rio-Aracaju. A empresa, porém, vai brigar por espaço na ponte aérea (Rio-São Paulo) e vôos como Rio-Belo Horizonte e Rio-Brasília.

Prioridades

Barreto entregou a Neeleman um estudo com os 65 destinos turísticos considerados prioritários pelo governo. Uma parte desses destinos, geralmente regiões, não conta com vôos comerciais. "Já estive com a Gol e a TAM e hoje recebi a Azul. O mercado todo do turismo brasileiro só ganha com a entrada de uma nova empresa aérea", disse Barreto.

O ministro observou que das mais de 200 cidades que contavam com linhas aéreas há dez anos apenas 140 hoje têm vôos. "O Brasil já teve uma aviação regional que hoje não tem mais", afirma. "Hoje o mercado do turismo tem crescido a 12% ao ano", completou. Entre os 65 destinos prioritários do governo estão a região de Bonito (MS), Lençóis e Porto Seguro (BA) e Bento Gonçalves (RS).

Rio de Janeiro

Neeleman apresentou ao ministro a estratégia da empresa de ocupar o espaço da antiga Varig no mercado da aviação no Rio de Janeiro. A meta dele é obter slots (espaços para pousos e decolagens) e lojas desativados nos terminais dos aeroportos Santos Dumont e Galeão. A audiência do empresário com o ministro do Turismo faz parte de uma série de encontros de representantes da aviação comercial.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.