Londres, 17 set (EFE).- A seguradora Aviva, a maior do Reino Unido e quinta do mundo, tem uma exposição conjunta de 418 milhões de libras (530 milhões de euros) à quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers, que anunciou sua quebra na segunda-feira, e ao American International Group (AIG).

O banco Alliance & Leicester (A&L), que não revelou dados sobre a exposição, colaborou com o Lehman Brothers no âmbito hipotecário até março.

Segundo um comunicado enviado ao regulador da Bolsa de Londres, em 15 de setembro, a Aviva tinha uma vinculação acionária "mínima" com o Lehman Brothers, enquanto sua exposição à dívida total do banco americano era de 270 milhões de libras.

Esse montante corresponde, na maior parte, a dívida sênior, cuja cobrança tem preferência a respeito de outros tipos, mas a seguradora também está exposta à quebra do banco com operações em mercados de capital e através de Credit Default Swaps (CDS).

No entanto, a Aviva prevê que as perdas derivadas de sua vinculação ao Lehman Brothers serão "substancialmente menores" a esse valor, devido a fatores fiscais e aos valores de recuperação.

Além disso, a Aviva também está exposta à dívida de Lehman Brothers como contra parte através de outros contratos de derivados e de transações de empréstimo de títulos, mas afirmou que, neste caso, se encontra protegida com ativos colaterais.

Em relação ao AIG, em 16 de setembro, a exposição da Aviva às dívidas da seguradora americana era de 148 milhões de libras (187,5 milhões de euros), comunicou hoje a companhia ao regulador da Bolsa de Londres.

Além disso, a Aviva indicou que sua vinculação com os negócios seguradores e resseguradores do AIG, assim como com suas subsidiárias, é muito pequena.

Um porta-voz do banco britânico Alliance & Leicester, que está em processo de ser adquirido pelo banco espanhol Santander, disse à Agência Efe que a entidade não deve, por enquanto, revelar este tipo de dado, por ser "informação comercial relevante".

No entanto, o banco informou que manteve até o março uma colaboração em matéria hipotecária com o Lehman Brothers, mas o acordo se encontra desde então suspenso de forma temporária, e ainda não foi decidido o que fazer no futuro. EFE pdj/an

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