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Avanço da produção industrial no 3º tri é o maior desde 2004, diz IBGE

RIO - O crescimento da produção industrial brasileira no terceiro trimestre alcançou 2,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O resultado é o maior para um terceiro trimestre desde os 2,9% observados ao fim de setembro de 2004 e reflete 12 trimestres seguidos de alta, período em que a indústria acumula aumento de 16,9%.

Valor Online |

O principal destaque no trimestre foi a indústria de bens de capital, que subiu 6,2% entre julho e setembro, no 14º trimestre seguido de expansão para o indicador. Levando-se em conta apenas os 12 trimestres seguidos de alta na indústria geral, os bens de capital cresceram 51,5%, acompanhados pelos bens de consumo duráveis, com 27,5%; pelos bens intermediários, com 12,6%; e pelos bens de consumo semi e não-duráveis, com 9,8%.

O resultado trimestral também é expressivo na comparação com igual período do ano anterior. O ritmo de expansão da indústria nesta relação foi de 6,7% entre julho e setembro, representando o 20º trimestre seguido de expansão. Mais uma vez, o principal destaque ficou com os bens de capital, com 20% de acréscimo, no 21º crescimento seguido.

Na seqüência, apareceram os bens de consumo duráveis, com 9% e 21 trimestres seguidos de crescimento; os bens intermediários, com avanço de 5,3% e 11 trimestres consecutivos de avanço; e os bens de consumo semi e não-duráveis, com incremento de 3,5% e 19 trimestres consecutivos de crescimento.

Dentro do grupo bens de capital, o maior aumento ficou com os bens para agricultura, de 44,2% no trimestre na comparação com igual período do ano anterior. Já nos bens de consumo duráveis, mais uma vez o destaque ficou por conta dos automóveis, com ampliação de 14,2% no trimestre perante mesmo intervalo do exercício anterior.

Para Isabella Nunes, gerente de análise e estatísticas derivadas do IBGE, os dados de setembro e o acumulado no terceiro trimestre mostram que a crise internacional não bateu na indústria brasileira nos nove primeiros meses do ano. Segundo ela, dados preliminares de outubro mostram que alguns setores já concedem férias coletivas para tentar equilibrar estoques, mas a queda de confiança no setor não foi observada nos dados de setembro.

" Até setembro o dado é bastante coerente com o que vinha sendo observado nas estatísticas anteriores. Embora alguns setores já concedam férias coletivas, esse movimento ainda tem que ser confirmado pelas estatísticas à frente " , ressaltou Isabella.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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