Pedidos de auxílio-desemprego atingiram o número mais alto em nove meses na última semana

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A economia dos Estados Unidos encontrou mais obstáculos ontem, com a quantia de pedidos de auxílio-desemprego subindo à máxima em nove meses na última semana e a atividade manufatureira na região do Meio-Atlântico do país encolhendo pela primeira vez em mais de um ano. Dados divulgados ontem também mostraram que uma importante medida das perspectivas econômicas dos EUA subiu pouco em julho, indicando que o crescimento continuou a perder força depois de um primeiro trimestre animador.

"São notícias certamente desalentadoras sobre a economia", disse David Resler, economista-chefe da Nomura Securities International em Nova York. "Não é uma evidência persuasiva de que nós caímos na recessão de novo, mas é certamente sugestivo de uma deterioração mais séria do que nós tínhamos considerado nas nossas previsões." O acréscimo na quantidade de pedidos de auxílio-desemprego foi de 12 mil, totalizando 500 mil com ajuste sazonal na semana terminada em 14 de agosto, segundo o Departamento de Trabalho dos EUA. Foi o terceiro mês seguido de aumento, resultando no maior número de pedidos desde a metade de novembro.

Os mercados financeiros esperavam queda para 476 mil. O Federal Reserve de Filadélfia disse que o índice de atividade fabril na região central dos Estados Unidos caiu para menos 7,7 em agosto, a menor leitura desde julho de 2009. As novas encomendas e embarques diminuíram, e a situação do mercado de trabalho piorou. Qualquer valor abaixo de zero indica contração no setor manufatureiro da região. A última vez em que índice ficou negativo foi em julho do ano passado, quando a atividade se recuperava da recessão de 2008 e 2009. O índice de indicadores antecedentes do Conference Board subiu 0,1% em julho, em consonância com as expectativas de analistas, após cair 0,3% em junho.

Os dados anunciados ontem reforçam as previsões de que o crescimento dos EUA diminuirá no terceiro trimestre. Lentidão. Alguns analistas também se preocupam que a desaceleração americana, iniciada no segundo trimestre, leve a economia global a uma nova recessão. "Se a economia (dos EUA) piorar, não há formas de a zona do euro suportar a desaceleração", disse Win Thin, estrategista de câmbio da Brown Brothers Harriman em Nova York. "É muito cedo para dizer que nós estamos fadados a um retorno à recessão, mas as coisas estão desacelerando", acrescentou.

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