A redução na quantidade de pedidos foi de 31 mil, totalizando 473 mil com ajuste sazonal na semana terminada em 21 de agosto

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu mais que o esperado na última semana, mas uma medida de tendências do mercado de trabalho subiu à máxima em nove meses, mostraram dados nesta quinta-feira.

A redução na quantidade de pedidos foi de 31 mil, totalizando 473 mil com ajuste sazonal na semana terminada em 21 de agosto, informou o Departamento de Trabalho dos EUA.

Analistas consultados pela Reuters previam uma queda para 490 mil, a partir da estimativa de 500 mil feita na semana anterior e revisada para 504 mil nesta quinta-feira.

A média móvel de quatro semanas de novos pedidos, considerada uma medida melhor das tendências de emprego por excluir a volatilidade semanal, subiu 3.250, para 486.750, o maior nível desde o fim de novembro.

Uma autoridade do Departamento disse que não houve fatores especiais influenciando o relatório.

"O número de hoje é certamente um alívio, mas não muda o fato de que ele ainda é muito elevado nesse ponto de uma expansão econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda continua muito lento, com as empresas ainda relutantes para contratar e assumir riscos", disse Peter Boockvar, estrategista de ações da Miller Tabak & Co. em Nova York.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou nesta semana que 72 por cento dos norte-americanos estão muito preocupados com a falta de emprego e que a taxa de aprovação do presidente Barack Obama, de 45 por cento, foi superada pela taxa de desaprovação de 52 por cento pela primeira vez em sua administração.

O número de pedidos de auxílio-desemprego se manteve acima da faixa de 400 a 450 mil associada por analistas à geração sustentável de postos de trabalho, indicando que o desemprego continuará elevado em 2011.

A quantidade de pessoas que ainda recebem benefícios após uma semana de ajuda caiu em 62 mil, para 4,46 milhões na semana terminada em 14 de agosto, comparado aos 4,52 milhões da semana anterior.

Os pedidos continuados cobriram o período pesquisado para o relatório de agosto sobre o emprego, que deve mostrar a taxa de desemprego subindo para 9,6 por cento. Analistas previam que os pedidos continuados subiriam para 4,5 milhões.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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