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Autoridades tentam proteger acionistas do Banco Português de Negócios

Lisboa, 3 nov (EFE) - As autoridades portuguesas preparam medidas cautelares contra os acionistas e administradores envolvidos em irregularidades no Banco Português de Negócios (BPN), cuja nacionalização foi anunciada no domingo pelo Governo e será decidida na quarta-feira no Parlamento. O BPN é dono de 80% do BPN Brasil Banco Múltiplo, com sede em São Paulo, cujos 20% restantes estão nas mãos da maior instituição financeira privada de Angola, o Banco Africano de Investimentos (BAI). A imprensa soube hoje que o projeto de nacionalização do Banco Português de Negócios prevê que as indenizações de administradores e acionistas fiquem congeladas se forem afetadas pelos processos judiciais derivados da investigação iniciada pelas autoridades. A nacionalização do BPN foi decidida no domingo no conselho de ministros porque o banco tinha perdas de 700 milhões de euros que ameaçavam levá-lo à falência. Fontes oficiais destacaram que o caso não tem a ver com a atual crise financeira, e sim com atividades irregulares de exercícios anteriores.

EFE |

O Governo colocou hoje a entidade sob supervisão de dois administradores dos bancos estaduais até que o Parlamento aprove o trâmite da nacionalização da instituição, que se dá por certa dada a maioria absoluta que o Executivo socialista possui na Câmara.

A proposta governamental será votada na comissão parlamentar correspondente e em um plenário no qual o partido de oposição Bloco de Esquerda pediu que compareçam os administradores da entidade, e no qual o Partido Comunista solicitou que o Executivo faça um "esclarecimento" de sua decisão.

O conselho de administração do banco emitiu hoje um comunicado no qual reconheceu a decisão do Governo e considerou que "assegura plenamente a liquidez do BPN e, com isso, salvaguarda os depósitos dos clientes da instituição".

Segundo o projeto de nacionalização, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o banco estatal que ficará encarregado da supervisão do BPN, terá dois meses para definir um plano de gestão da entidade.

Além disso, as indenizações aos acionistas serão decididas no prazo de um mês após serem avaliadas por duas entidades independentes que serão escolhidas pelo Governo. EFE atc/db

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