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Autoridades investigam queda de avião no Amazonas

SÃO PAULO - O avião EMB 110 Bandeirante, da empresa Manaus Aerotáxi, que caiu sábado no rio Manacapuru (AM), provocando a morte de 24 pessoas, carregava número de passageiros acima do recomendado pelo fabricante. A aeronave foi feita para o máximo de 21 ocupantes, segundo material divulgado pela Embraer na comemoração dos 40 anos do primeiro voo do Bandeirante, em outubro.

Valor Online |

O avião levava 28 pessoas e quatro sobreviveram.

Marcos Pacheco, diretor da Manaus Aerotáxi, negou ontem que a aeronave estivesse com excesso de peso. Ele usou como argumento a capacidade da aeronave incluindo passageiros, bagagem e combustível, que era de 5 toneladas.

A Embraer não quis entrar na discussão da capacidade do avião que caiu, e colocou uma equipe especializada à disposição do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para apoiar as investigações.

O número de assentos dos aviões varia conforme a necessidade do cliente. Um mesmo jato pode ser configurado para cem lugares ou para 10 na versão executiva. Existe ainda a possibilidade de uma aeronave ser fabricada com uma especificação e ser modificada pelo cliente. No caso, é necessária uma certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Seja qual for o caso, o número de assentos não pode nunca ultrapassar o limite fixado pelo fabricante.

A Anac deve abrir hoje processo administrativo para averiguar se a empresa Manaus Aerotáxi descumpriu algum regulamento. Um dos pontos a serem avaliados é eventual superlotação. Segundo a Anac, o peso é calculado não apenas com base no número de passageiros, mas também levando em conta bagagens e combustível. A Anac informa que avião e piloto tinham documentação adequada.

Segundo a Aeronáutica, técnicos do Cenipa estão desde sábado no local do acidente. Segundo a Aeronáutica, só a investigação poderá dizer se o excesso de peso causou o acidente.

(Marli Olmos e Alex Ribeiro | Valor Econômico, com agências noticiosas)

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