Washington, 13 set (EFE) - Autoridades econômicas dos Estados Unidos e representantes de algumas das principais instituições financeiras se reuniram hoje novamente para debater o futuro do banco de investimento Lehman Brothers, informou um porta-voz do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

A reunião segue a realizada na sexta-feira à noite nos escritórios do Banco de Nova York do Federal Reserve, e dela participaram, entre outros, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o diretor-executivo do Morgan Stanley, John Mack, e o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner.

O objetivo dos encontros é tentar decidir algum modo de resgatar o banco de investimento, o quarto maior do país e que, há dois dias, apresentou um plano de reestruturação para enfrentar os prejuízos causados pela crise no mercado imobiliário.

Paulson deixou claro que não cabe esperar uma intervenção do Governo similar à que houve na semana passada, quando o Executivo assumiu o controle das firmas hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, ou quando emitiu um conjunto de medidas para resgatar o banco Bear Stearns, em março.

Em um sentido similar se manifestou a campanha do candidato democrata à Presidência, Barack Obama, que hoje considerou que os problemas pelos quais o Lehman Brothers passa destacam a necessidade de modernizar as normas do sistema financeiro americano.

A instituição financeira, que esta semana perdeu mais de 74% de seu valor em bolsa, procura um comprador, entre os quais se cogita o nome do Bank of America.

Os britânicos Barclays ou HSBC também poderiam estar interessados, mas não é provável que outros bancos europeus, como o Deutsche Bank, BNP Paribas ou Banco Santander, expressem intenção de disputar o Lehman Brothers.

Isso porque a entidade, fundada há 158 anos, possui negócios com várias das principais entidades financeiras em Wall Street, e sua falência poderia ter efeitos negativos em todo o sistema bancário.

Os investidores temem que, caso ocorra uma venda, esta seja feita a um preço irrisório, como ocorreu com o Bear Stearns, que entrou em colapso em março e foi comprado pelo JPMorgan Chase a US$ 10 por ação com o beneplácito do Fed. EFE mv/db

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