GENEBRA, Suíça (Reuters) - Autoridades da área de comércio estudam a idéia de retomar as negociações da Rodada de Doha nas próximas semanas, apesar de alguns afirmarem que um esgotamento natural e as eleições presidenciais nos Estados Unidos indicam ser cedo demais para um novo esforço. A Organização Mundial do Comércio (OMC) não disse qual o próximo passo a respeito do acordo que seus 153 países-membros tentam concluir há mais de sete anos.

Nove dias de negociações para chegar a um projeto de acordo entraram em colapso em julho quando os ministros de sete economias de peso não conseguiram superar um impasse a respeito de uma questão técnica -- o perfil de uma ferramenta emergencial elaborada para proteger agricultores pobres da Índia e de outros países no caso de uma invasão de produtos importados.

Autoridades importantes das sete economias -- os EUA, a União Européia, a Índia, o Brasil, a Austrália, a China e o Japão -- estão reunidas nesta semana em Genebra para avaliar outra vez o mecanismo de salvaguarda e decidir sobre se faz sentido retomar as negociações mais amplas a respeito de cortar as tarifas e subsídios comerciais no mundo todo.

'As pessoas estão esperando para ver o que resultará desse processo do G7', afirmou Keith Rockwell, porta-voz da OMC.

'Ninguém está se precipitando. As pessoas estão examinando a situação e tentando encontrar formas de avançar.'

Vários diplomatas disseram ser difícil imaginar a realização de negociações em vista da proximidade das eleições norte-americanas, que poderiam alterar a postura dos EUA na Rodada de Doha.

E antes da retomada total do processo multilateral, a OMC precisará escolher um novo presidente para o grupo de negociações sobre os produtos manufaturados. O antigo titular do cargo, o embaixador canadense Don Stephenson, regressou para Ottawa.

Esse processo de escolha deve ser finalizado até o próximo encontro do Conselho Geral, em outubro.

(Por Laura MacInnis)

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