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Autoridades acham restos de aves em motores de avião acidentado em NY

Washington, 5 fev (EFE).- O Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, em inglês) dos Estados Unidos confirmou a existência de restos de aves nos dois motores do avião da companhia aérea US Airways que fez um pouso forçado no rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro.

EFE |

O Conselho afirmou, em um relatório divulgado hoje em seu site, que o motor esquerdo do Airbus 320 acidentado tinha restos de aves.

O motor foi retirado do rio Hudson em 23 de janeiro e levado ao fabricante em Cincinnati, onde o NTSB o desmontou.

O material orgânico encontrado no motor direito também era de restos de aves, afirmou o órgão americano, que enviou as provas ao Instituto Smithonian, em Washington, para que identificasse a espécie.

Como parte da investigação, o NTSB analisou também um incidente ocorrido dois dias antes do acidente no motor direito do avião da US Airways, quando aconteceu uma sobrecarga no mesmo. O motor recuperou depois sua função normal e o voo de 13 de janeiro ocorreu sem complicações.

O NTSB determinou que este incidente anterior aconteceu por causa de uma falha no sensor de temperatura, que foi substituído pelo pessoal de manutenção, seguindo procedimentos autorizados.

Depois, o motor foi examinado e os especialistas determinaram que não foi danificado, e a companhia aérea recebeu a autorização necessária para voltar a utilizar o Airbus.

O NTSB afirmou também em sua nota que, durante o voo 1549 da US Airways, não houve anomalias ou falhas no funcionamento dos dois motores até que o piloto, Chesley Sullenberger, informou sobre um impacto com aves, segundo revelou a caixa-preta do avião.

Depois, os motores começaram a falhar e o piloto teve que pousar no rio Hudson, no oeste de Manhattan, poucos minutos após decolar do aeroporto de La Guardia, conseguindo, com sua perícia, salvar os 150 passageiros e cinco tripulantes.

Na semana passada, o Airbus foi retirado do rio Hudson e levado para instalações seguras em Nova Jersey, onde permanecerá durante os 12 a 18 meses previstos para a investigação do NTSB. EFE cae/an

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