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Autoridade americana abre investigação interna sobre erros no caso Madoff

Redação Central, 17 dez (EFE).- A Securities and Exchange Comission (SEC, autoridade americana dos mercados de valores), abriu uma investigação interna sobre os erros ocorridos dentro do organismo e que impediram de detectar o negócio fraudulento de Bernard Madoff.

EFE |

 

Em comunicado, o presidente da SEC, Christopher Cox, anunciou que dirige uma "completa e imediata revisão sobre as denúncias feitas no passado contra Madoff e sua empresa, e as razões pelas quais não foram consideradas críveis".

O organismo, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira, entende que, pelo menos desde 1999, seus investigadores receberam testemunhos "críveis e específicos" sobre as más práticas de Madoff, mas, apesar disso, o regulador nunca atuou.

"Estou consideravelmente preocupado com os aparentes múltiplos erros que ocorreram durante pelo menos uma década para investigar a fundo esses testemunhos ou, em qualquer caso, para pedir autorização formal para isso", diz o presidente da SEC.

Segundo Cox, por causa desses erros, não só não foi obtida informação, mas os funcionários do SEC confiaram nas palavras de Madoff e de sua firma.

Sobre a investigação que o órgão iniciou contra Madoff, em colaboração com o FBI, foram afastados os investigadores do SEC que tenham tido contatos pessoais "mais que substanciais" com Bernard Madoff ou alguém da família dele.

"Desde que a Comissão foi informada pela primeira vez, na semana passada, da investigação sobre Madoff, reuniu-se de urgência várias vezes para buscar respostas à pergunta de como o amplo esquema (de pirâmide) de Madoff não foi detectado durante tanto tempo", afirma Cox, que admite que as respostas iniciais são "profundamente problemáticas".

Em qualquer caso, o presidente da SEC afirma que Madoff enviou informação falsa ao organismo e aos investidores sobre suas atividades de assessoria financeira.

O comunicado de Cox ocorre após as duras críticas que o organismo recebeu nos últimos dias sobre sua atuação em relação a Madoff.

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