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Automóveis são o principal risco do mercado brasileiro

Outro embrião de risco que desacelerou com a crise foi o empréstimo de longo prazo no setor automotivo. ¿A retração da economia veio em boa hora, reduzindo prazos de financiamento e práticas mais arriscadas dos bancos¿, afirma André Arantes Lóes, economista-chefe do HSBC Brasil.

Redação Economia |

 


Antes da crise, alguns prazos de empréstimos chegaram a sete anos, o que é complicado, pois não há histórico de inadimplência, diz. Outra questão levantada por Lóes é o percentual financiado do veículo. Muitas vezes, o novo consumidor financia 100% de seu automóvel, acha que vai conseguir pagar, mas não consegue, diz.

Para o responsável pela indústria de mercado financeiro da PriceWaterhouseCoopers (PwC), Álvaro Taiar, a área ainda é sensível. Com prazos tão longos, há risco de o automóvel se desvalorizar e passar a valer menos que as parcelas restantes", afirma. "Com isso, o dono pode parar de pagar a dívida.

Só dois anos

Arthur Carvalho, economista-chefe da Ativa Corretora, acredita que o exemplo mais forte de um empréstimo com risco é realmente o automotivo. Mas ainda não estamos sentindo seus efeitos, porque o ciclo foi iniciado há pouco tempo", afirma. "Dos 90 meses anteriores agendados para o pagamento, passaram-se apenas 24.

Vimos muitos anúncios de carros com prazos maiores que a maioria dos casamentos, brinca Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ainda assim, ele acredita que os prazos extremos vistos recentemente foram promocionais e que prevalecem tempos médios.

Consignado

O crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) para aposentados também é apontado por Carvalho, da Ativa, como um embrião de risco. Nesse caso, o maior problema é o devedor morrer antes de encerrar o pagamento.

 

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