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Automóveis e bens intermediários seguram avanço do IGP-DI em janeiro

RIO - A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e o comportamento dos bens intermediários no Índice de Preços do Atacado (IPA) foram os principais responsáveis pela manutenção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em baixos patamares. Em janeiro, o IGP-DI subiu 0,01%, depois de deflação de 0,44% em dezembro.

Valor Online |

O IPA, que responde por 60% do IGP-DI, recuou 0,33% no mês passado, influenciados pelos bens intermediários, que caíram 1,68%. Entre os destaques de queda do atacado ficaram os fertilizantes, com baixa de 11,44%, e os combustíveis e lubrificantes, com baixa de 2,64%.

O coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros, chamou a atenção para os automóveis de passageiros, que recuaram 6,62%, em decorrência da redução do IPI sobre o setor automobilístico.

Quadros ressalta que em fevereiro não existirão pressões de baixa como a dos automóveis. O economista lembrou que já há uma tendência de aumento nos alimentos no atacado, devido à estiagem que afeta a produção de milho, soja e trigo no Sul do Brasil e na Argentina.

Entre as altas no atacado, o óleo de soja subiu 7,84% em janeiro, enquanto o trigo avançou 4,68% e o milho cresceu 14,31%. " O milho e a soja subindo significa alta de custo dos insumos para aves e bovinos também " , frisa Quadros.

Ele comenta que a tendência para o IGP-DI para os próximos meses é de estabilização em patamares mais altos, mas sem atingir os níveis do ano passado, quando o índice chegou a ultrapassar o 1%.

Para Quadros, há a tendência de repasse para o varejo da alta do trigo, da soja e do milho, movimento que ainda não ocorreu em janeiro. No mês passado, dentro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-DI, o preço do óleo de soja caiu 4,73%, o pão francês subiu apenas 0,03% e a farinha de trigo recuou 2,05%.

O economista pondera que a tendência de repasse deve ser compensada em fevereiro pelas mensalidades escolares, que em janeiro ajudaram para que o grupo Educação, Leitura e Recreação subisse 3,53% e contribuísse com 85% do IPC.

" Esse patamar, que foi alto, não existirá em fevereiro, o que pode compensar parte dos repasses que podem acontecer " , afirma Quadros.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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