A alta da taxa básica de juros deve melhorar o rendimento das aplicações pós-fixadas, piorar o retorno de quem comprou títulos prefixados com juro ainda em baixa, trazer volatilidade para o mercado acionário e pressionar ainda mais o dólar. Esse é o cenário traçado por especialistas após o Banco Central anunciar o aumento de 0,75 ponto porcentual da Selic.

A alta da taxa básica de juros deve melhorar o rendimento das aplicações pós-fixadas, piorar o retorno de quem comprou títulos prefixados com juro ainda em baixa, trazer volatilidade para o mercado acionário e pressionar ainda mais o dólar. Esse é o cenário traçado por especialistas após o Banco Central anunciar o aumento de 0,75 ponto porcentual da Selic. "Os fundos DI vão ser beneficiados basicamente por serem pós-fixados", diz o diretor da consultoria Strategy Partners, Estevão Garcia de Oliveira Alexandre. Esses fundos acompanham a variação da taxa básica de juros, tornando-se mais atrativos, portanto, quando a tendência é de alta da Selic. "A taxa líquida do retorno sem dúvida irá subir a partir de agora, mas o retorno real, após descontar a inflação, tende a ficar parecido, já que a inflação também está em tendência de alta", diz o sócio e diretor de operações da Hera Investment, Nicholas Barbarisi. O desempenho dos fundos de renda fixa, dizem os especialistas, dependerá da estratégia dos gestores. "Os títulos prefixados já vinham pagando prêmios, precificando uma alta do juro. Conseguir um bom rendimento agora vai depender se o fundo comprou os títulos com o juro ainda em baixa ou em alta", diz Alexandre. Em geral, porém, a tendência é que os rendimentos fiquem abaixo das carteiras DI. A Bovespa, por outro lado, pode ter um aumento da volatilidade no curto prazo, com o aumento da competitividade das aplicações em renda fixa. A longo prazo, porém, a tendência é que o mercado não seja influenciado fortemente pelas altas do juro, já que, segundo especialistas, o investimento em renda variável continuará a ser buscado. Para o dólar, o cenário é de queda da moeda, já que mais estrangeiros devem aportar recursos no mercado brasileiro.

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