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Aumenta valor médio de unidade financiada

Aumentou o valor médio dos imóveis financiados com recursos da poupança. No balanço semestral apresentado esta semana pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o preço médio das unidades compradas a crédito entre janeiro e junho deste ano foi de R$ 147,78 mil.

Agência Estado |

Na primeira metade do ano passado, a média era de R$ 131,11 mil. Por sua vez, o valor financiado aumentou de R$ 73,9 mil para R$ 86,9 mil.

Para o presidente da entidade, Luiz Antônio França, isto não necessariamente quer dizer aumento de preço: "As pessoas aproveitam o prazo maior e a prestação menor para financiar imóveis de maior valor." Isso ocorre, segundo ele, porque as taxas de juros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) baixaram e há bancos oferecendo até 9% + Taxa Referencial (TR).

Mas, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), o preço médio do metro quadrado de área útil lançada na Região Metropolitana de São Paulo de janeiro a junho de 2008 também subiu. Está em R$ 3.030,38 ante R$ 2.899,65 no mesmo período do ano passado.

Com isso, o retrato da massa que compra a casa própria financiada ainda é o da classe média. Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), "a maior parte da aplicação é voltada para a classe média e alta e, um pouco para a baixa. Felizmente, a classe média está ficando mais numerosa." Dados da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, divulgada na última semana, registram que a classe média no Brasil representa 51,89% da população.

Moradia

Segundo Crestana, para que as camadas mais baixas consigam realizar o sonho da casa própria, é necessário incentivo por parte do poder público. "Quem ganha menos que cinco salários mínimos não pode comprar exclusivamente com financiamento. Precisa de complementação de renda, com subsídio ou desoneração tributária", diz.

A aplicação dos recursos da poupança aumentou 86% no semestre, num total de R$ 12,932 bilhões. "Mas não estamos conseguindo ainda vencer a batalha do déficit nas faixas carentes. Nos sentimos insatisfeitos em relação a isso." Os empreendedores querem produzir imóveis voltados à baixa renda, onde se concentra a maior demanda.

Por isso, amanhã o setor lança a campanha Moradia Digna, para pedir que 2% do orçamento da União e 1% dos Estados e municípios sejam destinados a fundos voltados à habitação.

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