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Aumenta pressão para que G7 adote ação coordenada contra crise

Teresa Bouza. Washington, 9 out (EFE).- Os membros do Grupo dos Sete (G7, sete nações mais industrializadas do mundo) se preparam hoje para sua reunião de sexta-feira em Washington, em meio a uma crise financeira global sem precedentes.

EFE |

Além disso, há crescentes chamadas para que os membros do poderoso grupo melhorem seu trabalho "em equipe".

"Espero que a reunião do G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália) aponte rumo a uma ação coordenada", disse hoje em entrevista coletiva o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, também apoiou em comunicado emitido na quarta-feira a adoção de medidas coordenadas adicionais, após o corte das taxas de juros decretado ontem pelos principais bancos centrais do mundo.

Strauss-Kahn ressaltou hoje essa idéia em entrevista coletiva anterior à assembléia anual do FMI e do BM deste fim de semana na capital americana, embora tenha insistido em que a cooperação deve ir além do G7.

"Quero insistir em que, embora as discussões do G7 sejam muito importantes, necessitamos ir além" desse grupo, afirmou o diretor do FMI, que pediu sua ampliação para incluir outros importantes atores da economia mundial.

Distintas propostas pedem a inclusão de países como China, Brasil, Rússia e África do Sul em um G7 ampliado.

Os EUA, país anfitrião da cúpula, insistiram em sua intenção de estreitar a cooperação com seus parceiros do G7 e de outros organismos mais amplos como o Grupo dos 20 (G20), formado por países em desenvolvimento.

No entanto, minimizaram a possibilidade de que o encontro de amanhã seja concluído com o anúncio de um plano global para contornar a tempestade financeira.

"Quando se olha o G7, vemos países muito diferentes, economias de tamanhos diferentes, sistemas financeiros com necessidades díspares, ou seja, não faria sentido ter políticas idênticas", afirmou nesta quarta-feira em entrevista coletiva o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

Por sua vez, o subsecretário do Tesouro, David McCormick, antecipou esta semana que Washington não apoiará uma "solução aplicável a todos", mas algumas pautas globais sobre como responder à crise.

Mesmo assim, a pressão para que o G7 tome uma ação coordenada aumentou perante o persistente nervosismo dos mercados internacionais, que reagiram com baixas ao recente corte de juros e à aprovação do multimilionário pacote de resgate por parte do Congresso americano.

A maioria dos mercados registrou perdas hoje no meio do convite à calma e à paciência dos dirigentes mundiais, que insistem em que as medidas aprovadas demorarão algum tempo para surtir efeito.

Em teoria, os ministros de Finanças e governadores centrais do G7 poderiam dar sinal verde amanhã a ações fiscais coordenadas que permitissem o aumento da despesa governamental ou os cortes de impostos.

No entanto, os observadores afirmam que o consenso em temas tributários é muito mais árduo que em política monetária.

O ministro das Finanças canadense, Jim Flaherty, evidenciou na quarta-feira a disparidade de opiniões entre os membros do G7, ao insistir em que o Canadá não necessita de um resgate e os bancos do país, ao contrário dos britânicos, não precisam de injeções de capital.

Os EUA, que consideram adquirir participações em seus bancos, segundo informação divulgada hoje pelo jornal "The New York Times", também discordam das propostas de alguns de seus parceiros.

Assim, Paulson se mostrou contrário na quarta-feira a garantir todos os empréstimos interbancários, medida na qual o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, apostou.

A diversidade de critérios não faz mais que ressaltar os empecilhos que o G7 enfrenta para traçar uma estratégia comum contra a crise em sua reunião de amanhã.

Já a Casa Branca, que está à espera dos resultados da cúpula, anunciou hoje que o presidente dos EUA, George W. Bush, receberá no sábado, em Washington, os representantes do G7. O tema da reunião será a forma como a crise financeira afeta suas respectivas economias. EFE tb/ab/plc

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