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Aumenta a disputa na publicidade digital

A disputa pelo mercado de serviços de comunicação digital vai esquentar no Brasil, com a chegada da Digitas, rede global que integra o grupo francês de comunicação Publicis. Pelo menos é o que promete o francês François de La Villardière, presidente da Digitas América Latina, que acaba de desembarcar no País com a compra da agência online Tribal.

Agência Estado |

Por quase dez meses, Villardière visitou mais de dez agências do segmento até bater o martelo. Agora, a ambição do executivo é brigar em condições de igualdade com a AgênciaClick, uma das primeiras a se consolidar na área no Brasil e que, desde o ano passado, também pertence a um grupo estrangeiro, a rede inglesa Isobar, do conglomerado britânico Aegis, um dos líderes globais em mídia digital.

O mercado latino-americano nesse ramo, aliás, está no foco desses grandes grupos por ser pouco desenvolvido e ter potencial de expansão. Mas ainda há barreiras a serem superadas para o crescimento dos negócios no setor, como a expansão da atual infra-estrutura de banda larga ou a redução do custo dos serviços de telefonia móvel.

O Brasil, segundo Villardière, será para o grupo Digitas a porta de entrada para toda a América Latina. Os próximos passos, segundo ele, serão unidades pequenas no México e na Argentina. A rede tem hoje forte presença nos Estados Unidos, Europa e Ásia. "Há muito o que fazer por aqui", diz. "Percebemos que havia um vão entre o desempenho da AgênciaClick e as outras, uma maioria sem muita expressão."

O presidente da AgênciaClick, Abel Reis, diz não se assustar com a chegada de um concorrente cheio de energia e disposição para conquistar clientes. "Respeito o trabalho da Digitas, uma empresa com reputação conhecida", diz. "Mas vão ter de enfrentar desafios no mercado brasileiro com os quais não estão ambientados. No entanto, vejo a chegada deles como um sinal positivo de amadurecimento do mercado brasileiro no setor."

O mercado no Brasil está pulverizado por ofertas de serviços online, com o surgimento de várias opções de agências no último ano. Mas grandes redes de agências de propaganda, como a Ogilvy e a McCann Erickson, por exemplo, também vêm intensificando suas atuações no segmento.

Villardière é considerado um dos principais nomes em mídia digital na França. Fundou a agência Business Interactif, que depois foi vendida para a Digitas por 138 milhões. E nem mesmo os reflexos da de crise financeira global estão abalando sua convicção de crescer na América Latina no próximo ano. "O mundo digital cresce porque as pessoas passam cada vez mais tempo conectadas", diz.

Para o executivo, não há escapatória para a comunicação nos tempos atuais, em particular com a consolidação das redes sociais online.

Um espaço onde, segundo ele, todas as empresas querem estar presentes. Um exemplo de ação desenvolvida pela Digitas na França em redes sociais foi a feita para a Vente-privee.com, uma empresa de comércio eletrônico, muito conhecida por lá por ter se especializado em compras de artigos de grifes como Louis Vuitton, Dior e Channel, entre outras, em volumes que permitem a eles venderem a preços atrativos.

"Pode parecer simples, mas é difícil de montar, porque as marcas não querem ser vulgarizadas", explica ele. "A saída que encontramos foi montar uma espécie de clube privado a partir das indicações através de redes sociais, onde apenas as pessoas recomendadas poderiam entrar e comprar." A ação atingiu mais de 5 milhões de compradores, indicados por 500 mil "embaixadores".

A Digitas não divulga seu faturamento, mas o Publicis Groupe deve fechar 2008 com receita de 4,67 bilhões. A Digitas tem 28 agências e 2,8 mil funcionários no mundo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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