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Atuação do BC garante baixa de 2,24% no dólar, que fecha a R$ 2,479

SÃO PAULO - Depois de seis dias seguidos de alta e cinco intervenções do Banco Central (BC), o dólar comercial finalmente perdeu valor ante o real. Ao final do pregão a divisa valia R$ 2,477 na compra e R$ 2,479 na venda, queda de 2,24%.

Valor Online |

Mas a moeda fecha a semana acumulando alta de 7,0%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa teve desvalorização de 1,08%, fechando a R$ 2,480. O giro financeiro somou US$ 299,5 milhões.

Na máxima do dia, o dólar comercial testou R$ 2,621, o que obrigou o BC a vender dólares no mercado à vista e fazer um grande leilão de contratos de swap.

Corre pelas mesas de operação que as ofertas no mercado à vista teriam chegado a US$ 1 bilhão. Foram três intervenções, sendo duas pela manhã, com pouco efeito na taxa, e uma à tarde, essa mais " volumosa " . Chama atenção o elevado giro no mercado interbancário, mais de US$ 7 bilhões. Ontem, o giro foi de cerca de US$ 1,7 bilhão.

As operações de swap também foram feitas no final da tarde. O BC ofertou 30 mil contratos com vencimento em fevereiro de 2009. Na primeira rodada, o mercado tomou 19.420 contratos. Depois o BC ofertou os 10.580 ativos que não foram vendidos e conseguiu colocar outros 7.800 swaps. No total, foram 27.220 contratos que movimentaram US$ 1,326 bilhão.

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a queda de preço no final do dia foi reflexo direto das intervenções do Banco Central, mas isso não reverte a tendência de alta da moeda norte-americana.

Observando os fundamentos, Negrisolo aponta que persiste o processo de deterioração das economias emergentes como um todo e que o Brasil continua perdendo recursos externos. "O investidor liquida seus ativos aqui para cobrir déficit de caixa lá fora", aponta.

Além disso, o operador lembra que o mês de dezembro concentra um número maior de remessas de lucros e dividendos de empresas e zeragem de carteiras de fundos o que aumenta da demanda por moeda estrangeira. "O cenário fundamental continua sendo de alta do dólar", afirma.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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