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Att.Tel Italia: foco é Itália e Brasil,onde cia quer reforçar posição

A nota veiculada às 7h40 apresentou uma incorreção no segundo parágrafo. A Telecom Italia tinha negado a intenção de se desfazer da TIM Brasil, e não o contrário, como estava no texto anterior.

Agência Estado |

A seguir, o texto corrigido:

Roma, 3 - A Telecom Italia, dona da TIM, revelou nesta quarta-feira seu tão esperado plano de negócios e apontou o Brasil "como um sólido mercado emergente, onde o grupo está disposto a fortalecer sua posição". A empresa disse que a meta será atingida "por meio da alavancagem do potencial da telefonia móvel como indutor do crescimento da banda larga e pela exploração de oportunidades que estão surgindo da migração da telefonia fixa para a telefonia móvel".

Na semana passada, as ações da TIM Participações, listada na Bovespa, exibiram forte valorização, diante de rumores de que a Telecom Italia poderia vender a sua unidade brasileira de telefonia móvel. O grupo italiano tinha negado, em outras ocasiões, que tinha intenção de se desfazer do ativo no Brasil.

O plano estratégico da Telecom Italia para o triênio 2009-2011 tem por objetivo reduções e contenções de custo por meio do corte de mais 4 mil postos de trabalho na Itália e da venda de ativos não-essenciais, num total de 3 bilhões de euros. O pacote de medidas da maior operadora de telecomunicações da Itália concentrou-se em seus dois principais mercados, o doméstico e o brasileiro, mas não incluiu nenhuma ação agressiva em meio à crise financeira global.

Sobre o Brasil, a Telecom Itália informou que "continuará a investir em inovação para assegurar que a marca TIM se torne o padrão para produtos convergentes". A companhia prevê que até 2011 haverá no Brasil mais de 2,5 milhões de clientes dos serviços de banda larga móvel e estima que sua participação de mercado nesse segmento será de cerca de 25%. "O status da TIM Brasil como um genuíno provedor de telefonia móvel significa que o mercado de 41 milhões (45 milhões até 2011) de linhas fixas oferece oportunidades que a companhia pode aproveitar com grande eficiência e sem qualquer risco de canibalização", segundo comunicado à imprensa.

O plano da Telecom Italia fixa as seguintes metas para o Brasil:

- faturamento de cerca de R$ 15,3 bilhões em 2009, com expansão anual de cerca de 8% ao longo dos próximos anos;

- Ebitda de cerca de R$ 3,6 bilhões em 2009 e margem Ebitda de 27,5% em 2011;

- Investimentos de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em 2009, correspondendo a 13,5% do faturamento até 2011.

De uma maneira geral, o grupo se comprometeu a reduzir a relação entre sua dívida e lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) para 2,9 vezes até o fim de 2009 e para 2,3 vezes até o fim de 2011. A Telecom Italia vai encerrar este ano com uma relação dívida/Ebitda de cerca de 3 vezes. "As condições que emergiram no mercado e na economia real indicam que é necessário sermos ainda incisivos em nossa prioridade de redução da dívida", afirmou o presidente-executivo da companhia, Franco Bernabe, no comunicado detalhando o plano estratégico do grupo italiano.

A Telecom Italia tinha uma dívida líquida de 35,77 bilhões de euros no fim de setembro. O grupo tem declarado repetidamente que possui liquidez suficiente para dois anos, sem necessidade de levantar capital. A empresa anunciou que vai financiar um total de 4,8 bilhões de euros em investimentos no próximo ano. A meta do grupo é obter um crescimento médio anual da receita de mais de 2% ao longo do período coberto pelo plano e uma margem Ebitda acima de 39% até 2011.

Bernabe afirmou que a expansão da companhia virá da Itália e do Brasil. Ele não mencionou a unidade alemã Hansenet - que, segundo analistas, poderá ficar entre os ativos a serem colocados à venda. A Telecom Italia também confirmou que pretende expandir sua presença na Argentina, exercendo a opção de compra para aumentar a participação na Sofora. "Isso será realizado com o apoio de um parceiro local e não vai exigir nenhum gasto", afirmou o presidente-executivo da companhia. A Telecom Italia possui metade da Sofora, que controla a Telecom Argentina. A outra metade pertence ao grupo Werthein.

O novo plano de negócios era aguardado há meses, enquanto as ações da Telecom Italia perdiam valor, em parte, por dúvidas em relação à estratégia da companhia. O grupo enfrenta queda de margens de lucro e acirrada competição no mercado doméstico e no exterior, ao mesmo tempo em que o órgão regulador das telecomunicações na Itália procura fazer a empresa abrir sua rede de linha fixa para a concorrência. Os resultados do terceiro trimestre, contudo, superaram as expectativas e a empresa confirmou suas projeções, num sinal de que a nova estratégia de corte de custos começou a funcionar. As informações são da Dow Jones e do website da Telecom Italia.

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