Att. Srs.

Assinantes

A matéria publicada às 14h13 contém uma incorreção no quinto parágrafo. A previsão para as importações no ano que vem é de US$ 165,9 bilhões e não como constou. Segue a íntegra da nota corrigida:

São Paulo, 08 - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prevê que a produção industrial deve avançar 12% no próximo ano, o que significaria uma recuperação sobre o desempenho deste ano, que deve registrar uma queda de 7%. O Indicador do Nível de Atividade (INA) apurado pela Fiesp deve subir 13,5% no próximo ano ante uma queda de 8,3% em 2009.


Segundo a federação, o emprego industrial no Estado deverá subir 6,2% no ano que vem, resultado superior à queda de 4,7% em 2009. A geração de postos de trabalho no Brasil do setor manufatureiro, segundo a Fiesp, deve crescer 6,3% em 2010, resultado bem acima da queda de 2,5% neste ano.


Conforme a Fiesp, a formação bruta de capital fixo deve crescer 19,6% em 2010, resultado que compensa a queda de 14,6% registrada em 2009. "Não tenho dúvida de que as empresas no Brasil são muito eficientes e, ao perceber que as vendas estão indo muito bem, vão se readequar a essa realidade para eventualmente até aumentar ainda mais seus investimentos no próximo ano", comentou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos.


A Fiesp estima que o PIB do Brasil deve crescer 6,2% em 2010 ante uma expansão de 0,4% este ano. De acordo com o presidente da instituição, Paulo Skaf, o próximo ano deve mostrar bom nível de recuperação da economia com retomada rigorosa dos investimentos. "Estou animado com as perspectivas do País não só para 2010, mas para os próximos anos. O Brasil não é mais o País do futuro, mas, sim, do momento. Temos um cenário muito favorável no longo prazo, inclusive com investimentos relacionados ao pré-sal, Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada de 2016".


A Fiesp estima que, com o avanço rigoroso do nível de atividade no próximo ano, as importações vão crescer bem mais do que as exportações. A entidade prevê, nesse contexto, que as compras de produtos fabricados em outros países deve saltar de US$ 127,7 bilhões em 2009 para de US$ 165,9 bilhões em 2010. No caso das vendas de produtos brasileiros para o exterior, haverá um avanço de US% 161,9 bilhões para US$ 176,4 bilhões no mesmo período.


Esses números indicam que o saldo comercial deve cair, portanto, de US$ 24,2 bilhões neste ano para US$ 10,6 bilhões em 2010. O incremento da demanda agregada especialmente promovido pelo consumo das famílias em 2010 deve levar as empresas a aumentar de forma expressiva os investimentos.

(Ricardo Leopoldo)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.