SÃO PAULO - As bolsas dos Estados Unidos e Europa tiveram mais um pregão de fortes quedas, afetados pela espera da aprovação do plano de resgate financeiro americano, que deve ser votado nesta sexta-feira pela Câmara, e por temores de recessão econômica. O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 3,22%, para os 10.

482,85 pontos. O índice Nasdaq, das ações das empresas de tecnologia, cedeu 4,48%, para 1.976,72 pontos. O Standard & Poor´s 500 caiu 4,03%, terminando a quinta-feira em 1.114,28 pontos.

O aumento dos pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA, com 497 mil casos - nível mais alto em sete anos - influenciou a queda da bolsas já na abertura do pregão. Em seguida, o estresse foi aumentado com o anúncio da queda das encomendas às indústrias, que registraram a pior baixa nos últimos dois anos, com um declínio de 4% em agosto ante um incremento de 0,7% em julho.

"O grande momento será a sexta-feira: teremos o relatório mensal sobre o emprego e também saberemos se o plano de resgate será finalmente aprovado pelo Congresso", disse Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management.

Na última segunda-feira, a Câmara rejeitou a primeira versão do mercado e causou o pior dia das bolsas em décadas. O Dow Jones registrou a maior baixa em pontos da história.

Na Europa, as ações reverteram a recuperação das duas últimas sessões, à medida que os dados desanimadores nos EUA reacenderam os temores de recessão e ofuscaram os comentários pacificadores do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,41%, para 1.057 pontos, após máxima de 1.090. O indicador acumula queda de 30% este ano. As ações de mineradoras e de indústrias foram golpeadas, com os papéis da ArcelorMittal afundando 8,9%, da Rio Tinto caindo 8% e os da Siemens perdendo 4,5%.

Os bancos, entretanto, subiram, liderados pelas ações do UBS que subiram 8,1% após o banco ter divulgado que vai registrar um pequeno lucro no terceiro trimestre e reduzir seus ativos comerciais e residenciais relacionados a hipotecas.

Trichet disse que a atividade econômica está se enfraquecendo na Europa e abrindo as portas para uma redução da taxa de juro. A autoridade monetária européia manteve a taxa básica de juro em 4,25%, mas Trichet comentou que os membros do BCE consideraram uma redução, à medida que a economia da zona do euro desacelera e os riscos inflacionários aliviam.

Entre os principais países, o índice Financial Times, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 1,8%, a 4.870 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 2,51%, para 5.660 pontos. Já em Paris, o CAC-40 teve baixa de 2,25%, para 3.963 pontos.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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