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Atividade no varejo paulistano começa 2008 em queda

SÃO PAULO - A atividade no varejo paulistano arrefeceu significativamente na primeira quinzena deste mês, afetada pela escassez de crédito e pela diminuição da confiança entre os consumidores. Levantamento feito pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) com seus dados de consulta a cadastros de inadimplentes mostra não só redução do volume de consultas, mas também uma redução nas exclusões de registros de pagadores em atraso.

Valor Online |

Conforme os números dos primeiros 15 dias deste mês, os acessos ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) - indicador de demanda por compras parceladas - caíram 2,7% nas duas primeiras semanas deste ano, ante igual intervalo do ano passado.

No caso das compras à vista, calculadas pelas consultas ao SCPC/Cheques, houve queda de 6,2% no mesmo período. Se comparada a primeira quinzena de 2008 com igual período de 2007 percebe-se uma grande diferença de comportamento dos consumidores. Naquele período as consultas ao SCPC cresceram 6,9% e ao SCPC/Cheque avançaram 8,8%.

Para Emílio Alfieri, economista da ACSP, essa baixa na atividade está mais relacionada com a escassez de crédito do que com o temor dos consumidores, embora haja alguma sinalização de queda em indicadores de confiança. Ainda assim, ele acredita que uma verdadeira crise de confiança depende do rumo que será dado às condições de emprego.

"A falta de crédito prejudica tanto a venda como a renegociação de dívidas", diz . Isso pode ser comprovado pelo comportamento dos cancelamentos de registros no SCPC - cadastros que são retirados do sistema após pagamento do débitos - que caíram 3,9% na primeira quinzena deste ano, ante igual período de 2008.

A associação acredita que esta redução no número de cancelamentos se deve claramente à dificuldade gerada pela falta de crédito nas renegociações de dívidas. A título de comparação, na média de todo o ano passado os cancelamentos haviam crescido 9,2%. Considerando apenas a primeira quinzena de 2008 a alta foi de 11,5% em relação a igual período de 2007.

Além de vendas menores e dificuldades de renegociações, os números da associação também continuam apontando aumento da inadimplência, ainda que em linha com a média de 2008. A inclusão de registros de devedores inadimplentes subiu 12,8% nestes primeiros quinze dias, ante igual quinzena de 2008. Naquele ano, a alta das inclusões havia sido de 11% em relação aos 15 primeiros dias de 2007.

Para Alfieri, a solução de curto prazo para reverter o problema de crédito está nas mãos do Banco Central, que pode reduzir a taxa Selic para aliviar as condições de financiamento ao consumo. Ele lembra também que o rumo das vendas também vai depender do comportamento do nível de desemprego no país.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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