Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Atividade industrial no Brasil cai 4,7% em janeiro, mostra PMI

SÃO PAULO - A atividade industrial brasileira registrou nova retração em janeiro, pressionada por forte declínio de produção, emprego e novos pedidos. Esse cenário, já previsto entre muitos economistas, foi reforçado nesta segunda-feira pelo indicador antecedente do Banco Real, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Valor Online |

O nível do índice caiu 4,75%, passando de 40 em dezembro para 38,1 pontos, ou seja, se afastou ainda mais da marca de 50, acima da qual a leitura é de expansão do setor. Este é o quarto recorde consecutivo de baixa na série em análise.

A deterioração continua sendo atribuída pelos empresários à piora das condições de mercado causada pela crise internacional. No quesito produção, a queda também foi histórica, tendo se acentuado para 33,9, ante 36,3 apurados em dezembro. O mesmo se deu no item novos pedidos, que cedeu de 34,5 para 33,6, e no quesito emprego, que fechou janeiro em 38, ante 41,9 registrado no mês anterior. O dado reflete pessimismo e demanda baixa.

Na análise de estoques de bens finais, os industriais continuaram reportando situação ainda desconfortável, mas com diminuição do inventário, o que levou o indicador de 52,8 em dezembro ao patamar de 47,5 (neste caso o índice é invertido). O movimento reflete a redução da produção e estratégias de vazão ao acúmulo de produto.

Essa variável, sozinha, no entanto, não chega a sinalizar retomada, já que os outros quesitos importantes, sobretudo novos pedidos, continuam em tendência declinante.

Acompanhando essa lógica, a queda nas compras de insumos foi reforçada e fechou janeiro em 34,3, ante 35,6 apurados em dezembro. Além disso, sem demanda suficiente, o setor reduziu preços dos bens finais para manter competitividade. Nesse item, o indicador apontou baixa de 47,8 para 44,8.

Os empresários também reportaram custos ainda altos de insumos, mas o índice registrou o terceiro mês consecutivo de desaceleração do item para 51,2. nesse caso quanto menor a pontuação, mais favorável as condições de preço.

Já em relação aos novos pedidos de exportação, que ainda se encontram em níveis muito baixos, em 35,7, houve melhora em relação a dezembro, quando o levantamento mostrou patamar de 33,4.

Leia tudo sobre: produção

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG