SÃO PAULO - O Indicador de Nível de Atividade (INA), que mede o desempenho da indústria de transformação paulista, apresentou aumento de 1,4% na passagem de junho para julho, considerados ajustes sazonais.

O indicador é calculado conjuntamente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Sem ajuste sazonal, a atividade da indústria de transformação paulista aumentou 2,8% no mês em julho. No confronto com julho de 2007, o INA cresceu 9,4%. Em 12 meses, o indicador teve elevação de 8,4%.

No acumulado do ano até julho, o INA avançou 8,9% perante igual intervalo do ano passado.

Capacidade instalada

O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista atingiu o patamar de 84% em julho, com ajuste, acima daquele apurado um mês antes, de 83,7%. Em julho de 2007, esse percentual foi de 82,7%.

Sem ajuste sazonal, o NUCI encerrou julho em 84,2%, com pouco alteração ante os 84,1% registrados um mês antes e superior à marca de 82,9% de julho do ano passado.

No sétimo mês de 2008, sem ajuste, o setor que registrou o maior índice de utilização da capacidade foi o Coque, refino de petróleo, combustível nuclear e produção de álcool, com 98,2%, acompanhado por Metalurgia Básica (95,7%).

Em sentido contrário, a indústria com o menor nível de uso da capacidade foi a de Material eletrônico e equipamento de comunicação (70,9%), seguida por Equipamentos de escritório e informática (75,5%).

Vendas

As vendas reais da indústria paulista tiveram ampliação de 0,1% entre junho e julho, sem considerar ajuste sazonal. Perante julho do ano passado, as vendas subiram 11%.

No acumulado de janeiro a julho, as vendas cresceram 6,9% no confronto com período correspondente de 2007.

Salários

O total de salários reais pagos pelas indústrias paulistas aumentou 2,6% no mês de julho, sem ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2007 foi registrado acréscimo de 8,2%. No acumulado dos primeiros sete meses deste ano, a elevação foi de 4,9%.

O salário real médio do setor, por sua vez, avançou 1,7% perante junho e 3,1% em relação a 2007. No acumulado do ano, porém, houve queda de 0,2%.

As horas trabalhadas na produção ampliaram-se 0,9% no confronto com os dados de junho (sem ajuste sazonal) e verificaram elevação de de 5,3% ante julho do ano passado. De janeiro a julho de 2008, o crescimento correspondeu a 5,6%. 

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