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Atentados na Índia são um novo golpe para uma economia já fragilizada

Os atentados sangrentos, que atingiram Mumbai, capital econômica do oeste da Índia, vão fragilizar ainda mais um país já afetado pela crise econômica, com saques em massa de fundos estrangeiros na Bolsa, segundo especialistas.

AFP |

"Os terroristas atacaram os mais importantes símbolos do centro financeiro da Índia, visando locais freqüentados por estrangeiros, para desestabilizar os mercados e amedrontar os turistas", disse Nikhilesh Bhattacharyya, economista da Moody's Economy.com.

As autoridades indianas fecharam a Bolsa e suspenderam as trocas no momento em que as forças de segurança indianas começaram a cercar os hotéis de luxo Taj Mahal e Oberoi. Estes estabelecimentos de cinco estrelas foram invadidos por homens armados com fuzis automáticos e granadas.

"O que é mais significativo é a intensidade do ataque e a natureza dos alvos - hotéis de luxo cinco estrelas e restaurantes", destacou Ajai Sahni, que dirige em Nova Délhi o Instituto de Gestão de Conflitos (Institute for Conflict Management). "Há quatro ou cinco anos, há uma tentativa constante de boicotar a economia indianas e estes ataques fazer parte disso", declarou à AFP.

"Se continuarmos a assistir ataques desta envergadura, a percepção do clima de segurança na Índia vai mudar e isto terá conseqüências diretas sobre as decisões de investimento", segundo Sahni.

Este ataque de quarta-feira tinha como alvo, segundo ele, amedrontar e espantar os investidores estrangeiros e os turistas de uma das economias que mais cresce na Ásia.

Segundo testemunhas, os assaltantes tentaram pegar como reféns cidadãos americanos e britânicos.

Mumbai, cidade de 18 milhões de habitantes, já foi palco de vários ataques sangrentos, atentados a bomba contra ferrovias, que mataram em 2006 186 pessoas e feriram 800, lembrou Nikhilesh Bhattacharyya.

"Estes ataques podem causar ainda mais danos porque os bancos devem enfrentar uma retirada em massa de fundos em razão da crise mundial. O banco central indiano tenta defender uma rúpia enfraquecida, que atingiu seu mais baixo nível, com uma economia em desaceleração", acrescentou.

"Isto terá conseqüências bastante dramáticas. Apesar de a Índia estar bastante acostumada a atentados, estes últimos são de natureza excepcional, o hotel Taj Mahal foi um pouco como as Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova York, no contexto indiano", ressaltou um banqueiro de um fundo de investimentos de Cingapura, sob anonimato.

Além disso, a economia indiana é muito vulnerável, devido à fuga de liquidez. "É um grande ataque, que atingiu o coração financeiro do país e seu turismo, o que foi feito deliberadamente para dar o máximo de impacto a estes atentados", declarou.

"As imagens, que estão dando volta ao mundo, não vão ajudar o país e suas conseqüências sobre o sentimento dos investidores e o turismo serão importantes", comentou um outro banqueiro.

bur-pmc-ide/lm

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