A vasta oferta de imóveis e de linhas de crédito imobiliário são considerados positivos para os consumidores, mas a diversidade de produtos no mercado pode confundir os interessados. Por isso, é necessário estar muito atento na hora da escolha da melhor forma de pagamento.

Antes de assinar o contrato, especialistas recomendam sempre considerar algumas variáveis importantes.

Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, o interessado deve, antes de tudo, fazer simulações nas instituições de crédito para saber qual das opções é mais adequada para o seu perfil. "Aquele que oferecer a menor prestação dentro de um mesmo prazo acaba sendo a opção mais econômica", explica o economista.

É possível ainda negociar. Normalmente, bancos onde o interessado já é correntista ou recebe o salário costumam oferecer taxas abaixo da tabela praticada para clientes novos. Caso ele opte ainda pelo débito em folha de pagamento, é possível conseguir reduções nas taxas de juros.

Na hora de escolher o tipo de amortização, o especialista aconselha optar pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), utilizado pelos bancos privados, ou Sistema de Amortização Crescente (Sacre), adotado pela Caixa Econômica Federal. Em ambos, as amortizações do capital são crescentes ao longo do financiamento e as prestações decrescentes. Também é necessário ter atenção às taxas de administração.

Oliveira aconselha ainda juntar o máximo de recursos possível para dar de entrada e diminuir o período de financiamento. "Prazos longos significam custo final maior", diz. Como auxílio, recomenda-se utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e até o 13º salário para engordar a entrada.

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