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Ata do Copom sinaliza corte de juros e DIs têm forte queda

SÃO PAULO - Seguindo a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), os contratos de juros futuros tiveram mais um pregão de baixa, consolidando a expectativa de juros menores em janeiro de 2009. No documento, o BC esclareceu que chegou a discutir a possibilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas que ainda enxergava riscos para a trajetória de inflação.

Valor Online |

O colegiado também reafirmou que sua estratégia "visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5%, tempestivamente, isto é, já em 2009".

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,21 ponto percentual, para 12,30%. O contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,43 ponto, a 12,57%, e janeiro 2012 apontava 12,90%, desvalorização de 0,37 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 aumentou 0,01 ponto, para 13,50%. O DI para julho de 2009, por sua vez, caiu 0,07 ponto, projetando 12,81%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 447.720 contratos, equivalentes a R$ 39,06 bilhões (US$ 16,57 bilhões), montante 23% menor do que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 230.065 contratos, equivalentes a R$ 20,39 bilhões (US$ 8,65 bilhões).

Segundo o economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, a ata veio em linha com o esperado, mostrando claramente que o cenário ainda está bastante incerto, mas que o balanço de risco pesa um pouco mais para a desaceleração da economia.

Dito isso, Serrano aponta que a política monetária deve ser de flexibilidade, mas não de forma agressiva, em função da incerteza quanto à trajetória da inflação.

Segundo o economista, o BC deve mesmo começar a reduzir a Selic em janeiro. O primeiro movimento seria uma baixa de 0,5 ponto percentual na Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. Ainda de acordo com Serrano, o BC deve efetuar mais um corte de 0,5 ponto em março e realizar nova redução em abril, mas esta última de 0,25 ponto.

O especialista também aponta que o BC espera mais dados para poder avaliar o impacto do câmbio na inflação. Por ora, a desvalorização cambial não chegou aos preços, mas não há certeza se isso ocorre via compensação de preços internacionais ou efeito de estoques montados antes da disparada no valor da moeda norte-americana.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional fez o último leilão programado do ano. Foram ofertadas Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Pelo resultado prévio, todo o lote de 1 milhão de LFTs foi tomado, girando R$ 3,71 bilhões. O lote de 2,3 milhões e LTNs também teve aceitação total, movimentando R$ 1,98 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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