A leitura da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da semana passada, divulgada ontem, consolidou as apostas dos investidores de que o aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic vai se repetir no encontro de julho. O juro básico está em 10,25% ao ano.

A leitura da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da semana passada, divulgada ontem, consolidou as apostas dos investidores de que o aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic vai se repetir no encontro de julho. O juro básico está em 10,25% ao ano. Também levou o mercado a considerar nada desprezível a possibilidade de que esse ritmo prossiga na reunião de setembro, se o cenário externo melhorar. O documento mostrou que os riscos para a inflação estão concentrados no ambiente interno, promovendo a classificação da demanda local para "robusta" e citando que os riscos elevados para a concretização do cenário benigno da inflação permanecem. A ata, ainda, alertou que as expectativas de inflação para 2010 e 2011 no cenário de referência se mantêm "sensivelmente acima do valor central das metas" e a influência do cenário externo sobre o comportamento dos preços agora é tratada como "ambígua". Tais comentários provocaram alta de juros. A taxa para outubro de 2010 subiu a 10,80% e para janeiro de 2011, a 11,28%. No câmbio, o dólar à vista fechou estável, a R$ 1,790 no balcão. Mas lá fora o euro subiu ante o dólar e chegou a ultrapassar US$ 1,24 durante o dia, reagindo ao bem-sucedido leilão de ¿ 3,5 bilhões em títulos da dívida do governo espanhol, que amenizou temores referentes à crise da dívida na zona do euro e ajudou a restaurar uma demanda seletiva por risco. No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2388, de US$ 1,2311 na quarta-feira. A Bovespa caiu 0,32%, aos 64.540,91 pontos, após subir 1,91% nas duas sessões anteriores. No mês, o Ibovespa apura ganho de 2,37% e, no ano, perda de 5,90%.

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