SÃO PAULO - Maio começa com carregada agenda de indicadores tanto em âmbito doméstico quanto externo. No mercado local, o foco recai na ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

SÃO PAULO - Maio começa com carregada agenda de indicadores tanto em âmbito doméstico quanto externo. No mercado local, o foco recai na ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento apresenta a percepção da autoridade monetária sobre a inflação e o ritmo de crescimento e justifica a alta de 0,75 ponto percentual na Selic. A agenda local também reserva o IPCA de abril e o desempenho da indústria em março. Nos EUA, o ponto alto é a divulgação do relatório sobre o comportamento do mercado de trabalho em abril, que acontece na sexta-feira. A segunda-feira conta os já tradicionais relatório Focus, Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e balança comercial. Dia agitado no campo externo, com destaque para a renda e gastos do americano. Também são conhecidos os gastos com construção, vendas de veículos e o índice de atividade no setor de industrial. Os investidores reagem ao novo plano de ajuda fechado para a Grécia. No fim de semana, ficou acertado um pacote de 110 bilhões de euros, sendo 80 bilhões dos países da zona do euro e 30 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI). A contrapartida é um programa fiscal que visa à redução de 30 bilhões de euros em gastos, o equivalente a 11% do PIB, em três anos. Na terça-feira, os investidores locais aguardam a produção industrial de março, que deve mostrar crescimento ao redor de 2%, e o IPC da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nos EUA, saem as encomendas à indústria e as vendas pendentes de imóveis. Ainda no campo externo, o Banco da Austrália define sua taxa de juros. A semana chega ao meio com os dados de emprego da ADP, empresa americana que processa folhas de pagamento. O dia também conta com o índice de atividade no setor de serviços. Na quinta-feira, além da ata do Copom, a agenda local reserva o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). Nos EUA, é conhecida a produtividade da mão de obra. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) define a taxa de juros da zona do euro. Na sexta-feira, o desemprego nos EUA é o destaque externo, enquanto os agentes recebem, no Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril. No campo corporativo local, são aguardados os balanços da Bematech, BR Malls, Gafisa, Klabin, M.Dias Branco, Profarma, TIM, Vivo, Fras-Le, Itaú Unibanco, Log In, Porto Seguro, Tegma, Abnote, AmBev, Energias do Brasil, Souza Cruz, Ultrapar, Vale, Duratex, Gerdau, Hering e Gol. No mercado externo, saem os números da Merck, Molson Coors, Pfizer, UBS, Time Warner e Alcatel-Lucent. (Eduardo Campos | Valor)

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