SÃO PAULO - A semana é relevante em termos de agenda doméstica. O destaque está com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apresenta a visão da autoridade monetária sobre atividade e inflação.

Os agentes também buscam alguma sinalização sobre a reunião de abril e tentam descobrir o motivo da dissidência entre os membros do colegiado.

Antes disso, a terça-feira traz o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de março. A prévia da inflação oficial deve mostrar arrefecimento no comportamento dos preços depois de uma alta de 0,94% em fevereiro.

Hoje, a atenção está no Boletim Focus, do Banco Central (BC), com as previsões para os principais indicadores macroeconômicos. Dentro dele, o foco fica com o prognóstico do IPCA para 2010 e 2011. Também está agendada a divulgação das contas externas e uma nova prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os agentes reagem aos balanço da Petrobras. A estatal obteve lucro líquido de R$ 8,129 bilhões no quarto trimestre de 2009, o que representa um aumento de 31% sobre os R$ 6,189 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2008. No acumulado de 2009, o lucro da petrolífera caiu 12%, para R$ 28,982 bilhões.

Na terça-feira, além do IPCA-15, a agenda doméstica também reserva o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e a nota de política monetária. Nos Estados Unidos, foco nos dados sobre a venda de casas usadas em fevereiro.

Na quarta-feira, os agentes conhecem a venda de casas novas os EUA e os pedidos por bens duráveis.

Um dia depois, na quinta-feira, além da ata do Copom, o mercado local descobre qual foi a taxa de desemprego no mês de fevereiro. Também está prevista a definição da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJPL) para o segundo semestre do ano.

A semana acaba com a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre e o índice de confiança do americano em março.

No front corporativo, Copel abre as divulgações trimestrais da semana, que também tem os números da Eletrobrás, Even, Brasil Ecodiesel, Cemig, Wilson Sons, Cesp, CSU CardSystem, GP Investments, Guararapes, Cyrela, JHSF, Sabesp, São Carlos, Unipar, UOL, MRV, Equatorial e Mangels.

(Eduardo Campos | Valor)

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