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SÃO PAULO - A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) centra as atenções nesta quinta-feira. No documento, os agentes vão em busca de pistas sobre a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, depois que o colegiado do Banco Central (BC) acelerou o ritmo de redução de juros, cortando a Selic em 1,5 ponto percentual na semana passada, para 11,25% ao ano.

Atenção para a reação dos agentes no mercado de juros futuros, que está precificando mais cortes agressivos na Selic, algo que pode ser frustrado dependendo do tom do documento.

Ainda pela manhã, os investidores recebem a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) para o mês de março. As expectativas oscilam entre deflação de 0,34% a 0,51%, vindo de variação positiva de 0,45% em igual período de fevereiro.

Ainda no agenda doméstica, a Receita Federal divulga a arrecadação de tributos e contribuições previdenciárias de fevereiro.

Nos Estados Unidos, os agentes recebem o índice de indicadores antecedentes, que tenta traçar o comportamento da economia nos próximos três a seis meses. Também será divulgado o indicador de atividade do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia.

Os investidores ainda acompanham a evolução semanal nos pedidos por seguro-desemprego. A previsão aponta para queda de 654 mil para 640 mil requisições.

No âmbito corporativo, são aguardados os resultados da Estácio Participações, Unipar, Iguatemi, Tempo Participações, Saraiva e Brasil Ecodiesel. No mercado externo, atenção para os números da Blockbuster e FedEx.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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