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Ata do Copom concentrará atenções dos investidores

BRASÍLIA - Depois de ver a Selic recuar um ponto porcentual, para 12,75% ao ano, analistas do mercado estão ávidos por saber mais detalhes a respeito do que levou, de fato, os diretores do Banco Central a tomarem essa decisão. Mais do que entender o raciocínio que embasou a ação, o objetivo é identificar dicas que sinalizem o rumo da política monetária ao longo de 2009.

Agência Estado |

Assim, o destaque da agenda econômica doméstica nesta semana será a divulgação da ata do Copom, na quinta-feira. Também são ingredientes fundamentais, em tempos de incertezas, os resultados das transações correntes, os indicadores de inflação e o desempenho fiscal do governo.

A segunda-feira começa com as tradicionais divulgações semanais da pesquisa Focus e da balança comercial. A pesquisa do BC junto às instituições financeiras deve continuar a apresentar como destaque as projeções para o comportamento da inflação e para os juros.

Já os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) serão referentes à quarta semana de janeiro (até o dia 25). Na terceira semana do mês, foi registrado déficit de US$ 378 milhões, colaborando para um saldo acumulado negativo em janeiro de US$ 390 milhões.

Ainda no setor externo, o primeiro dia útil da semana trará informações a respeito das transações correntes de dezembro do ano passado. No mês anterior, o saldo foi negativo em US$ 1,03 bilhão, segundo o Banco Central. O resultado do Investimento Estrangeiro Direto (IED) de dezembro também será divulgado pelo BC. Em novembro, somou US$ 2,179 bilhões.

Na terça-feira, será conhecido o primeiro índice de inflação da semana, o IPC-Fipe referente à terceira quadrissemana do mês. Na primeira prévia, o indicador subiu 0,18% e, na segunda, 0,23%.

Quarta-feira é dia de saber como andam as contas públicas. Em horário que ainda será confirmado, o Tesouro Nacional divulgará o resultado do governo central de dezembro. Em novembro, o montante já havia sido negativo em R$ 4,325 bilhões e deve continuar negativo porque, habitualmente, os gastos do governo são maiores no último mês do ano em função, principalmente, do pagamento de benefícios e do 13º salário. Pela manhã, o BC tornará público o resultado do setor público em dezembro. No mês anterior, houve superávit de R$ 1,944 bilhão.

Na quinta-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o IGP-M de janeiro. Na primeira prévia, o indicador ficou negativo em 0,31% e, na segunda, em 0,58%. Para o fechamento do mês, sondagem feita com analistas pela Agência Estado apontou continuidade da deflação. O resultado esperado oscila entre 0,50% e 0,70%.

Em relação à ata do Copom, analistas investigarão, parágrafo por parágrafo, todos os sentidos das palavras contidas no documento. Principalmente depois que o comunicado da reunião já adiantou que a queda de um ponto já significaria "parte relevante" de um "processo de flexibilização da política monetária" que será adotado, de acordo com a divulgação, sem "prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação".

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