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Ata do Copom agrada, mas juros futuros seguem instáveis

SÃO PAULO - O tom positivo da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que acenou com mais cortes na Selic, não garante estabilidade para o mercado de juros futuros. Depois de abertura em baixa, os vencimentos longos voltaram a recobrar prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,03 ponto percentual, para 11,20%. Enquanto o contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,05 ponto, a 11,47%. E janeiro 2012 apontava 11,74%, ganho de 0,09 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,64%, sem alteração. Já o vencimento para março de 2009 subia 0,01 ponto, 12,64%. E Julho de 2009 perdia 0,01 ponto, para 11,73% ao ano.

Na avaliação do analista econômico da Mercatto Investimento, Gabriel Goulart, a ata surpreende positivamente pela clareza e detalhe dos indicadores observados pelo Banco Central, que se mostra bastante consciente do momento difícil para atividade econômica.

Para Goulart, a sinalização da ata é positiva, mas a reação no mercado futuro é tímida porque o documento foi desenhado para gerar efeito no médio prazo; é uma ata que desenha um ciclo. Além disso, as ações de curto prazo do BC continuam dependentes de novos indicadores sobre inflação e crescimento econômico.

Ponto relevante destacado pelo especialista é a sinalização de que os próximos passos, mesmo se conservadores, seriam de 0,75 ponto percentual e não de 0,5 ponto. Tal percepção é retirada da postura dos três diretores que votaram por uma ação menos agressiva na reunião da semana passada, que consideravam o 0,75 ponto como " velocidade ótima de implementação do processo de flexibilização " .

O Banco Central também fez longa consideração sobre a inflação e deu mostras de otimismo com a trajetória de preços. Para o colegiado, a crise externa vem mostrando efeito deflacionário e os pontos de preocupação são os preços administrados, que perpetuam inflações passadas, e alguma possibilidade de repasse da desvalorização cambial.

Goulart também acredita que essa ata mostra uma mudança de política monetária no Brasil, ou seja, com o Banco Central atuando como outras autoridades monetárias no mundo, utilizando a taxa de juros para controlar o binômio crescimento/inflação e não mais como forma de controle de capitais.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional efetua leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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