São Paulo, 13 - O aumento dos custos de produção para a segunda rodada dos confinamentos reduziu a oferta de animais criados em sistema intensivo. A Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) reduziu sua estimativa de crescimento de animais confinados de 6,7% em agosto para apenas 1,1% sobre os 541,9 mil animais confinados no ano passado.

Com a nova estimativa, o número de animais confinados em 2008 deverá ser de 547,9 mil cabeças.

A Assocon estimou que o número do rebanho confinado de seus 47 associados teria um acréscimo de 120,3 mil cabeças em 2008, no relatório divulgado em março. Em junho, a entidade revisou seu crescimento e estimou que o número de animais que seriam acrescidos nos confinamentos seria de 111,6 mil cabeças. Em agosto, no entanto, o corte foi ainda mais drástico e o aumento previsto recuou para apenas 36,3 mil cabeças. Com o relatório divulgado hoje, apenas 5,9 mil cabeças serão inseridas nos confinamentos em comparação ao desempenho do ano passado.

Comparando-se as pesquisas de outubro e março de 2008, houve uma redução de mais de 17% da intenção de confinamento, ou mais de 115 mil animais que deixaram de fazer parte dos planos dessa safra, como se, em média, cada associado deixasse de confinar 2.454 animais. "Quando questionados sobre o que mudou nesse período (de março a outubro) para que houvesse diminuição da intenção de animais confinados, os confinadores citaram o alto custo dos insumos e dificuldade na aquisição de bois magros juntamente com a queda do valor da arroba para os principais meses de venda, o que não viabilizaria a realização de outro giro", explicou a Assocon.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.