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Assessores de Obama acreditam que situação econômica dos EUA piorará

Washington, 28 dez (EFE).- Dois assessores do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disseram hoje que é provável que a situação econômica do país piore ainda mais e que o desemprego passe dos 10%.

EFE |

"Muitos analistas acreditam que o índice de desemprego poderia chegar aos 10% até o final do próximo ano", afirmou o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers, nomeado por Obama como diretor do Conselho Econômico Nacional.

"Nossa economia podia estar em US$ 1 trilhão abaixo de sua capacidade plena, o que se traduz em uma perda de renda de mais de US$ 12 mil para uma família de quatro", escreveu Summers em uma coluna publicada no jornal "The Washington Post".

O economista repetiu os planos de Obama para gastos em obras governamentais, incluindo os fundos para melhoria e atualização da infra-estrutura, e o avanço da tecnologia ambiental, mas minimizou a importância do estímulo direto aos consumidores.

Nos EUA, a despesa dos consumidores representa cerca de 67% da atividade econômica. Em fevereiro, o Congresso aprovou e o presidente George W. Bush promulgou uma devolução de impostos no valor de US$ 150 bilhões a cerca de 130 milhões de contribuintes com a esperança de estimular o gasto.

A maior parte dos beneficiados desse reembolso usou o dinheiro para pagar dívidas e, no terceiro trimestre, a economia dos EUA teve uma contração de 0,5%, a primeira desde a recessão de 2001.

"Alguns argumentam que, em vez de tentarmos criar empregos junto com o investimento em um crescimento a longo prazo, deveríamos nos concentrar exclusivamente nas políticas de curto prazo que gerem despesa dos consumidores", afirmou Summers.

"Mas este é o enfoque que nos levou a alguns dos problemas que temos hoje, e é um enfoque que devemos rejeitar se quisermos fortalecer a nossa classe média e a nossa economia a longo prazo", acrescentou.

Já David Axelrod, que dirigiu a campanha eleitoral de Obama e será seu assessor na Casa Branca, disse que os programas econômicos do novo Governo "são planejados de modo que deixem marcas duradouras".

Obama, disse Axelrod em pronunciamento na televisão, ainda não decidiu o que fará com as reduções de impostos aplicadas pelo Governo do presidente George W. Bush, as quais, segundo muitos democratas, favoreceram os mais ricos. EFE jab/db

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