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As chances de um Brasil tipo exportação

Este é um ano de celebrações na história do comércio exterior do Brasil. A primeira delas, em abril, foi o bicentenário da chegada da família real ao País e a decisão de abrir os portos às nações amigas.

Agência Estado |

Ali começava a participação brasileira no que mais tarde seria conhecido como mercado globalizado. Outra data comemorada em 2008 são os dez anos da criação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex. Ainda que em diferentes situações e proporções, ambos os fatos tiveram importância marcante na disseminação dos produtos brasileiros no mercado internacional. As exportações nacionais têm aumentado, a pauta vem se diversificando e mais países integram a lista de parceiros comerciais.

Neste 22 de outubro, a agência comemora com seus parceiros uma década de estrada. Na Sala São Paulo, na região central da capital paulista, acontece a segunda edição do Prêmio Apex, que vai escolher os melhores em categorias como Responsabilidade Social Empresarial, Inteligência Comercial e Abertura de Novos Mercados. Ao todo serão 10 troféus, contemplando entidades setoriais, empresas, jornalistas e um estado.

O roteiro do governo brasileiro foi bem extenso em 10 anos da Apex. Mais de 100 países, em todos os continentes, fizeram parte das 5 mil ações capitaneadas pela agência, entre feiras setoriais, missões comerciais e de prospecção, rodadas de negócios, eventos especiais e road shows. Como líder dessas ações em um universo tão grande, a agência procurou agregar muitos de seus parceiros na disputa do Prêmio Apex. Para isso, engajou 65 entidades setoriais com as quais realizou projetos e por volta de 5 mil empresas que têm feito parte das ações realizadas no Brasil e no exterior.

Para Alessandro Teixeira, presidente da Apex e da World Association of Investiment Promotion Agencies, a Waipa (entidade internacional que representa todas as agências de promoção comercial), apesar da esperada retração de consumo no mundo - resultado da crise econômica global -, há razões para otimismo. "O Brasil já trilhou parte do caminho da internacionalização, é algo que não tem volta. O que não podemos agora é abandonar esses mercados, mesmo que suas importações diminuam", aconselha.

Principalmente para as empresas de menor porte, ter uma agência para fazer o meio de campo com o mercado internacional significa um apoio importante. É uma forma, por exemplo, de participar de feiras no exterior sem ter de gastar muito. Além de levar grupos de empresários brasileiros para os principais eventos fora do Brasil, a agência traz potenciais importadores para conhecerem a produção nacional.

Não são apenas as empresas e as entidades que concorrem ao Prêmio Apex. Neste ano a premiação passa a ter uma categoria que escolherá o Estado que fez mais investimentos para aumentar as exportações. O vencedor será aquele que teve as maiores taxas de crescimento, de ampliação do número de produtos exportados e de destinos. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, referentes a setembro, a região Norte foi a que teve maior taxa de crescimento das vendas para o exterior - alta de 36,8% sobre o mesmo mês do ano passado. Foi a melhor performance de expansão regional no período. Ainda segundo o Mdic, as exportações brasileiras totalizaram US$ 20,025 bilhões em setembro, uma alta de 22,1% na comparação com igual período de 2007. Já as importações subiram 39,5% e totalizaram US$ 17,263 bilhões.

Apesar do crescente bom desempenho do Norte na pauta exportadora, a liderança continua com o Sudeste, que embarcou no mês passado US$ 11,023 bilhões, o equivalente a 55% das vendas internacionais brasileiras. São Paulo, sozinho, foi responsável por 27,62% das exportações nacionais no período (US$ 5,530 bilhões). Assim como na categoria Estado, os três vencedores da categoria Empresas que mais aumentaram suas exportações serão escolhidos com base nos critérios técnicos estabelecidos pela Apex-Brasil, Por esse motivo não houve inscrição para a disputa, como ocorreu nas demais premiações. Foram selecionados: Mineoro Indústria Eletrônica (pequena), Dumond Calçados (média) e Votorantim Celulose e Papel (grande).

Os jornalistas que produziram textos sobre o comércio internacional também fazem parte do processo de avaliação do Prêmio Apex. Os finalistas deste ano são Raquel Landim (Valor Econômico), Marlucy Lukianocenko (Superhiper) e Marianna Aragão (O Estado de S. Paulo), ao lado de Fernanda Tambelini, Silvana Mautone e Adriana Fonseca, da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Entre os jurados que fizeram o processo seletivo estão Renato Baumann, diretor do escritório brasileiro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o ex-ministro Rubens Ricupero, Welber Barral, titular da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e Marco Stefanini, da Stefanini TI. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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