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As armas hi-tech de um novo cinema

As armas hi-tech de um novo cinema Por Buno Galo e Lucas Pretti São Paulo, 07 (AE) - No início bastavam apenas algumas imagens em movimento para fascinar e surpreender a plateia. Atualmente, para envolver o público, elas precisam pular da tela - ao menos é essa a aposta atual dos estúdios e a esperança dos exibidores.

Agência Estado |

Eis o "velho" cinema, que há anos perde público, armando-se para oferecer uma experiência - por enquanto - impossível de ser reproduzida em outro lugar.

Nos anos 50, o 3D queria tirar as pessoas da frente da televisão. Já na década de 80 ele ressurgiu por um breve período para tentar fazer frente ao "cinema em casa" que emergia com o VHS. Hoje o 3D está de volta - em uma versão digital e melhorada - para disputar a preferência do público com a instantaneidade da internet, a mobilidade dos aparelhos portáteis e a comodidade do seu lar. Não será uma tarefa fácil.

Para ter uma ideia, um norte-americano passa, em média, mais tempo navegando na internet via celular do que indo ao cinema. Os dados são de um levantamento realizado em 2007 pela Veronis Suhler Stevenson, fundo de investimentos especializado em mídia.

Além de atrair mais pessoas para o cinema, o 3D é também uma cartada dos estúdios para forçar os exibidores a aposentarem a película e aderirem de vez à projeção digital. Afinal, os mais beneficiados com os novos e caros projetores são os próprios estúdios, uma vez que é muito elevado o custo de produções que misturam imagens gravadas em película com outras geradas em computador. Assim como o custo da distribuição "analógica" dos filmes, com a fabricação e distribuição de milhares de cópias em todo o mundo.

Em contrapartida, as salas de exibição ganham com o digital maior flexibilidade de programação, podendo, caso haja procura, exibir em mais salas do que previsto um determinado filme. Além ainda da possibilidade de se tornarem verdadeiros espaços de eventos, uma vez que poderiam exibir, inclusive ao vivo, atrações como shows, jogos de futebol, etc.

No mês passado, um concerto do cantor inglês Elton John, em Paris, foi transmitido ao vivo em alta definição para cerca de cem salas em toda a Europa. Já nos EUA, em fevereiro será exibido em inúmeras salas de todo o país, ao vivo e em 3D, o All-Star Game (Jogo das Estrelas, em inglês), da NBA.

Mas mesmo que um dia possamos ver filmes 3D na televisão e deitados na cama do nosso quarto - a tecnologia para isso já existe, falta apenas ser aperfeiçoada e vendida a um preço minimamente acessível, o que deve ocorrer dentro de cinco anos -, certamente não teremos na nossa frente uma tela de 14 metros de altura por 21 metros de largura. O que, convenhamos, é um diferencial estratégico bastante considerável.

É exatamente esse o tamanho da tela da primeira sala Imax 3D do País. Existem ainda maiores em outros países. Ela deverá ser inaugurada no próximo dia 16, no Espaço Unibanco do Bourbon Shopping Pompeia, em São Paulo. A segunda está prometida para maio no Shopping Palladium, em Curitiba (PR).

Apesar de ser considerada a mais avançada experiência em cinema, a sala Imax paulistana não trabalha com projetor digital, mas com filmes em película de um exclusivo formato 15/70 milímetros - maior do que o tradicional 35 milímetros -, o que garante uma qualidade de imagem única. Nas palavras do pai da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Leon Cakoff, o Imax é "puro encantamento".

Mas não é só de imagens impactantes e som cristalino que se faz o futuro desse "novo cinema". Muito conforto e uma grande variedade de serviços também entram na conta. A Cinemark inaugurou no ano passado uma sala premier no Shopping Cidade Jardim que oferece serviço de "bordo", com garçons e poltronas similares às da primeira classe de um avião. Já é possível ainda, em muitas salas, comprar ingressos com antecedência e lugares marcados via web.

Não há dúvida de que a magia do cinema se mantém, mesmo passados mais de 113 anos da sua invenção. O problema é que só magia não é mais o bastante.

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