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Produtores de arroz e parlamentares do Rio Grande do Sul solicitaram esta tarde ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, R$ 220 milhões para recomposição das lavouras afetadas pelas chuvas na região. Esse montante seria destinado para replantio de safra, recomposição de barragens e estradas e para plantação de áreas que estão paradas por causa do mau tempo.

"A necessidade é urgente. Precisamos dos recursos para ontem", comentou o presidente da Federação dos Arrozeiros (Federarroz), Renato Caiaffo da Rocha.

Dentro dos R$ 220 milhões, uma fatia de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões seria destinada pelo Banco do Brasil a título de custeio antecipado ao produtor. Os agricultores pediram também um aumento do valor extra limite de R$ 1,450 mil por hectare para replantio e de R$ 500 por hectare para produtores de áreas alagadas que ainda não iniciaram a plantação.

A comitiva saiu esta tarde da Agricultura apenas tendo "a boa vontade" do ministro Stephanes como resposta, segundo relatou o deputado Cláudio Diaz (PSDB-RS). Isso porque, explicou depois o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), a pasta possui os recursos, mas os mesmos devem ser equalizados pela Fazenda, além de terem de passar pelo aval do Conselho Monetário Nacional (CMN). Por isso, o próximo ponto de parada seria com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado. "Vamos pedir um CMN extraordinário para a Fazenda", disse Heinze.

A situação dos arrozeiros do Estado está crítica, na avaliação do secretário de agricultura do Rio Grande do Sul, João Carlos Machado, que também compõe a comitiva. "Tem muita lavoura debaixo d'água, mais de 100 mil hectares", calculou. De acordo com ele, apesar de a cultura ser dependente de muita água, as chuvas atrapalharam o processo porque é necessária a utilização de defensivos antes do momento da irrigação, o que não ocorreu em muitos casos. "Não temos tempo para esperar." Os recursos solicitados serão destinados mais às regiões sul e oeste do Estado, de acordo com o deputado Afonso Hanh (PP-RS).

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