Porto Alegre, 22 - Após protesto realizado no sábado em Cachoeira do Sul, região central do Rio Grande do Sul, arrozeiros gaúchos conseguiram agendar uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para o dia 30 de março. Eles cobram uma resposta do governo federal para as reivindicações de apoio aos produtores prejudicados pelo clima.

Em manifesto distribuído no sábado, que recebeu apoio de mais de 30 entidades, eles descrevem que as chuvas de novembro e dezembro causaram prejuízos a 38 mil propriedades rurais de arroz no Estado.

O setor alega que, apesar de seis audiências realizadas em Brasília em 2009 e 2010, não obteve apoio do governo. A perda de produtividade provocada pelo clima reduzirá a receita dos agricultores em pelo menos R$ 600 milhões, conforme estimativa da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado.

Eles reivindicam R$ 175 milhões em crédito emergencial, com limite de R$ 2,5 mil por hectare atingido, prazo de dez anos para pagamento e três de carência. Também pedem desconto das parcelas de custeio e investimento, variando conforme o porcentual de perdas de cada propriedade, além de R$ 30 milhões em crédito para reconstrução de estruturas danificadas pelas chuvas.

Junto com a compensação para as perdas, o setor espera o lançamento de novas medidas para enxugar produto do mercado e sustentar preços. Os arrozeiros pediram R$ 400 milhões para realizar seis leilões de contratos de opção, de forma a negociar 500 mil toneladas. A colheita do arroz está em andamento no Rio Grande do Sul. Até a semana passada, havia atingido 27% da área total cultivada, de 1,085 milhão de hectares.

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