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Duas arremetidas de dois vôos da TAM, em Brasília e Curitiba, na manhã de ontem, deixaram os passageiros assustados, principalmente depois da notícia de que um avião da FAB e um da Gol quase colidiram, em 18 de junho, em Rio Branco, no Acre, conforme o Fantástico, da Rede Globo. A primeira arremetida ocorreu no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, quando o piloto do vôo 3836, que saiu de Porto Alegre às 7h30, fazia o procedimento final para o pouso e preferiu abortá-lo, porque o avião não estava estabilizado.

O segundo caso foi em Brasília, quando o vôo 3718 estava na fila para aterrissar, mas teve de voltar a ganhar altura porque outra aeronave, da Ocean Air, não havia desocupado a pista. Nos dois casos, e em Rio Branco, a FAB diz que não houve risco de acidente.

Em Curitiba, o aeroporto operava por instrumentos, quando o 3836 ia pousar, por volta das 8h35. Segundo a Aeronáutica, a arremetida foi comunicada e realizada, por decisão do piloto. Já no 3718, que saiu de Congonhas, às 8h27 e pousou em Brasília às 10h14, passageiros relataram que houve mais um caso de "risco de colisão" porque, quando iam descer, outro avião estava ocupando a pista, obrigando o piloto a acelerar e desistir da aterrissagem.

Para a Aeronáutica, o avião da Ocean Air, em vez de sair da pista principal de pouso na primeira interseção, liberando a área para a próxima aeronave, fez um percurso mais longo do que o normal. "Mas não houve quase colisão", insistiu a Aeronáutica, ao justificar que "a torre comandou a arremetida, que é procedimento normal". A TAM não quis se pronunciar.

Em relação à denúncia apresentada pelo Fantástico, o comandante da FAB, Juniti Saito, reconheceu que "houve um erro do controlador, que não deveria acontecer, mas, infelizmente aconteceu". Segundo o brigadeiro, "foi aberto um relatório de perigo para verificar o que houve e evitar que o mesmo problema ocorra novamente". Saito ressaltou que os equipamentos que o Aeroporto de Rio Branco tem são os necessários para aquele local, onde o tráfego aéreo é relativamente pequeno.

O advogado da Federação dos Controladores do Tráfego Aéreo, Roberto Sobral, questionou o treinamento que está sendo dado para os novos militares que estão substituindo os antigos profissionais - "que foram afastados por questões política". Segundo Sobral, "a situação é de risco" porque os novos operadores são inexperientes e o tempo de treinamento foi "insuficiente", "submetendo a população a riscos". A FAB diz que os novos controladores estão habilitados.

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