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Arquitetos ganham mercado no exterior

O pique mostrado pelo mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos (pelo menos até o acirramento da crise) abriu caminho para a internacionalização de escritórios de arquitetura. Crescendo com grandes projetos residenciais e corporativos no País, eles montaram um belo portfólio aos olhos estrangeiros e buscaram oportunidades de negócios no exterior.

Agência Estado |

EUA, Chile, México, África do Sul e Angola são alguns dos países onde a arquitetura brasileira já fincou bandeira.

No início da carreira, a arquiteta Débora Aguiar até chegou a fazer alguns projetos em Miami, para brasileiros que construíram casas em condomínios da cidade. Mas a experiência que tem vivido nos últimos quatro anos é bem diferente. Em visita ao Brasil em 2006, um grupo de investidores americanos e sul-africanos se interessou pelo trabalho de Débora - que já fez projetos para Cyrela, Camargo Corrêa e Odebrecht, entre outras - e acertou uma parceria com seu escritório.

Desde então, a arquiteta-empresária realizou vários projetos no exterior, como um sushi bar e um condomínio residencial em Luanda, uma rede de restaurantes em Nova York e um hotel em Las Vegas. Uma parceria para um empreendimento em Dubai também está engatilhada. Atualmente, os negócios internacionais representam 20% do faturamento. "Os estrangeiros apostam na nossa criatividade e jogo de cintura", diz Débora. Para atender à demanda, o escritório passou a exigir de parte da equipe, hoje de 70 pessoas, fluência em inglês.

Especializada em projetos para empresas, a arquiteta Moema Wertheimer aproveitou contratos com Nokia e Unilever no País para cruzar as fronteiras. O escritório projetou sedes da fabricante de celulares em Buenos Aires, Santiago e Cidade do México. Também desenhou o escritório mexicano da multinacional de bens de consumo. A confiança adquirida após realizar projetos para essas companhias no Brasil facilitou os negócios. "Já conhecíamos a filosofia e a cultura da empresa", diz Moema.

Segundo ela, 20% do faturamento vem de projetos no exterior. Mesmo sem planejar abrir uma filial em outro país, a empresária acredita que essa fatia deve crescer nos próximos anos. "A internet é uma grande aliada", diz Moema, que coordena os projetos da sede da empresa, em São Paulo. Reuniões por conferência viraram rotina. Além disso, o escritório patrocina parte do curso de inglês dos funcionários. Alguns já falam outras línguas, como alemão, italiano e francês.

Para Débora Aguiar, a tecnologia colaborou no sucesso internacional. "Os projetos são enviados em larga escala pela internet. Além disso, não preciso estar fisicamente no local, o que diminui despesas de viagens para os investidores", afirma. Porém, as facilidades não significam menos exigência. "Eles querem respostas rápidas."

Um dos pioneiros na internacionalização, o arquiteto Arthur Casas pretende ampliar a atuação no exterior por causa da crise. Seu escritório em Nova York, mercado onde atua há dez anos, está prospectando negócios em países emergentes. Em Angola, a empresa está construindo em condomínio de casas e um resort. Casas pretende entrar em mercados menos afetados pela crise econômica mundial. "Até no Casaquistão há oportunidades."

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