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Armínio Fraga vê consolidação

O investidor Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central (BC), disse ontem que a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil merece alguma atenção, tanto pelos aspectos positivos que possa ter, e certamente tem, quanto pelos negativos. No caso dos positivos, ele disse que a transação é parte de um processo de consolidação do sistema, que é, até certo ponto, natural.

Agência Estado |

Ele observou que o seu comentário foi o mesmo no anúncio da fusão do Itaú com o Unibanco.

Pelo lado negativo, Fraga notou que, "em se tratando de bancos públicos, sempre é bom não nos esquecermos da nossa história, porque, como tudo na vida, os bancos públicos trazem vantagens e desvantagens".

Ele lembrou que essas instituições, ao longo dos anos, passaram por várias recapitalizações e, no caso dos bancos estaduais, houve diversas quebras. Fraga, porém, fez questão de dizer que não tem uma posição radical sobre o tema.

O Banco do Brasil (BB) deve prosseguir com sua política de aquisições para se fortalecer no mercado interno e, embora o exterior ofereça boas oportunidades, deve deixar os planos de internacionalização para outro momento, segundo analistas ouvidos pelo Estado.

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o mercado externo "não está na mira do governo" e há um grande espaço no Brasil para a consolidação do setor bancário, como Banco de Brasília (BRB) e o Votorantim. "Está aberta a temporada de compras de bancos."

O analista da Infinity Asset Management, Daniel Alberini, julga possível a internacionalização do BB num de dois anos. Apesar das pechinchas criadas pela crise financeira, os bancos no exterior carregam um passivo considerável e, para superar as adversidades econômico-financeiras, os compradores precisariam de "fôlego e investimentos pesados".

Mesmo no caso do Itaú-Unibanco, na avaliação de Alberini, o mais provável seria a internacionalização entrar no radar mais tarde, já que agora os bancos terão de lidar com a integração de suas operações. "O BB deve continuar com a estratégia de comprar bancos brasileiros", avalia. "Lá fora, o cenário é de um custo do dinheiro menor e mais competição."

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