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Argentinos protestam contra proposta de estatização dos fundos de pensão

Buenos Aires, 5 nov (EFE) - Milhares de pessoas se reuniram hoje na frente do Parlamento da Argentina para rejeitar o projeto do Governo para repassar os fundos de previdência privada ao sistema estadual, assunto que será debatido nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados. Sob o lema Não ao saque dos aposentados, dirigentes e legisladores dos principais partidos de oposição, funcionários dos fundos de aposentadoria privada, organizações estudantis e entidades agropecuárias participaram do protesto. Estamos aqui para manifestar uma oposição dura frente ao que consideramos que é um roubo à poupança dos trabalhadores. Este protesto é outro gesto de muitos argentinos, demonstrando que nem tudo pode ficar impune, afirmou à Agência Efe o deputado do opositor Proposta Republicana (PRO) Federico Pinedo.

EFE |

Porta-vozes da organização disseram que milhares de pessoas participaram da mobilização, enquanto a Polícia não divulgou o número de manifestantes.

O protesto teve como oradores o rabino Sergio Bergman e Alfredo de Angeli, um dos líderes do setor agrário durante o duro conflito mantido este ano com o Governo argentino.

"Quero que deixem meus fundos em minhas contas", afirmou um dos manifestantes, que levava uma bandeira da Argentina, da mesma forma que vários presentes, enquanto outros erguiam cartazes em rejeição ao projeto enviado pelo Governo de Cristina Fernández de Kirchner.

A iniciativa prevê a transferência dos ativos das Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão (AFJP) - US$ 30 bilhões - ao sistema estadual, o que é apoiado pelo Governo e por setores de outros partidos.

O projeto será debatido nesta quinta-feira em uma sessão especial da Câmara dos Deputados, na qual o Executivo espera conseguir a aprovação da proposta, que, para seguir em frente, deverá ser ratificada em uma votação do Senado, prevista para 20 de novembro.

O Governo, que tem a maioria das cadeiras de deputados, aceitou mudar 15 artigos da reforma proposta pelo Governo a fim de garantir o maior apoio possível à iniciativa, que impactou negativamente nos mercados.

As mudanças pactuadas com outras forças políticas "melhoram e enriquecem o projeto", assegurou hoje Agustín Rossi, chefe do grupo de deputados da governista Frente para a Vitória, controlado pelo Partido Justicialista (peronista). EFE ms/db

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